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Instagram e TikTok podem acirrar concorrência no mercado de streaming

·3 minuto de leitura
Instagram e TikTok podem acirrar concorrência no mercado de streaming
Instagram e TikTok podem acirrar concorrência no mercado de streaming

Instagram, TikTok, Amazon Prime Video, YouTube, MGM, WarnerMedia… Embora pareça que essas empresas atuem em segmentos distintos, a premissa de seus produtos é, de certa forma, a mesma: o entretenimento. Isso não só tem criado confusões sobre o mercado de atuação dessas empresas como pode significar que redes sociais, estúdios cinematográficos tradicionais e plataformas de streaming podem, na verdade, estar batalhando pelo mesmo “espaço”.

Quando se fala em guerra de streaming, por exemplo, automaticamente se associa a competição das empresas tradicionais de mídia (como Disney, NBCUniversal, WarnerMedia, Discovery, entre outras) com Netflix e Amazon, atuais dominantes do setor.

O problema é que, à medida que os serviços destas empresas passam a ser oferecidos pela internet, as linhas competitivas entre as mídias tradicionais e os serviços de vídeo online — como TikTok, Twitch, Youtube e Instagram — têm sido confundidas. Ao que parece, a diferenciação dos formatos entre os serviços tendem a se dissipar com o tempo, conforme as empresas intensifiquem o foco para ganhar a atenção dos consumidores.

“Embora ainda seja comum para consumidores e executivos da indústria considerar os serviços de cabo e streaming de vídeo como ‘TV’ e plataformas como TikTok, Facebook e Instagram como ‘mídia social’, eles são apenas um só”, disse Kirby Grines, fundador e CEO da empresa de consultoria estratégica 43Twenty. “Esses rótulos binários estão se tornando cada vez mais antiquados a cada dia”.

Não à toa, a Netflix citou o TikTok como concorrente pela primeira vez no ano passado. Na ocasião, a plataforma de streaming mencionou que “o crescimento do TikTok é chocante, o que reflete a liquidez do entretenimento na internet”. Curiosamente, a Netflix lançou o app Fast Laughs, no começo deste ano, que consiste na exibição de clipes divertidos de uma variedade de títulos da plataforma, bem semelhante à rede social chinesa.

Logo do TikTok visto sob a ótica de uma lupa
Serviços de vídeo online do Tiktok podem “roubar” clientes de plataformas de streaming. Foto: Vladimir Sukhachev/Shutterstock

O Instagram, por sua vez, lançou o Reels em agosto do ano passado para rivalizar com o TikTok. Isso sem contar no recurso IGVT, de 2018, que permite a publicação de vídeos mais longos, como a plataforma YouTube.

“Há uma competição realmente séria agora. O TikTok é enorme, o YouTube é ainda maior e há muitos outros iniciantes também. As pessoas procuram o Instagram para se divertirem. Há uma competição acirrada, há mais a fazer e temos que abraçar isso”, revelou o CEO do Instagram, Adam Mosseri.

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Mercado de streaming

Mas enfrentar a concorrência dessas gigantes da economia digital não é tarefa fácil. Mesmo que possuam notoriedade na indústria de mídia e cinematográfica, as empresas tradicionais não são consolidadas no mercado de streaming, o que torna a disputa pelo entretenimento ainda mais difícil.

Uma das alternativas para nivelar esse embate seria a fusão dos estúdios, que aliás, já começou. Recentemente, a AT&T anunciou a fusão da WarnerMedia com a Discovery de olho no mercado de streaming. A gigante Amazon também anunciou a compra do estúdio cinematográfico MGM, por cerca de US$ 8,5 milhões.

Ilustração da compra do estúdio MGM pela Amazon para fortalecer os serviços de streaming da gigante de e-commerce
Aquisição deverá reforçar os serviços de streaming da Amazon Prime Video. Foto: mundissima/Shutterstock

O problema é que não se sabe até que ponto os reguladores poderiam encarar essas fusões como práticas anticompetitivas para o mercado, já que os órgãos têm fechado o cerco contra as big techs para evitar o monopólio no setor tecnológico.

As empresas tradicionais de mídia poderiam questionar o Federal Trade Commission (FTC) se a aquisição da MGM pela Amazon seria enquadrada como um caso antitruste. Mas a verdade é que o movimento poderia ser um verdadeiro “tiro no pé”, já que também minaria as fusões entre as próprias indústrias. Além disso, um cenário mais competitivo poderia diminuir o cerco regulatório.

“Ter 10 concorrentes que poderiam roubar seus clientes é menos preocupante, como regulador, do que se houvesse apenas dois ou três”, afirmou Doug Melamed, procurador-geral adjunto interino da divisão antitruste do Departamento de Justiça Americano.

O mundo agora deverá observar atentamente se a compra da MGM será aprovada ou não pelos órgãos americanos. O veredito poderá ser importante para mostrar uma prévia futura de mercado, tanto para as redes sociais, quanto para as plataformas de streaming e empresas de mídia tradicionais.

Fonte: CNBC

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