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Instagram compartilha localização precisa do usuário? Rede social diz que não

O Instagram garantiu que não compartilha dados de localização precisos sobre os usuários. Em uma publicação oficial, a rede social se pronunciou após diversas acusações de vazamento de informações sensíveis para outras pessoas.

Nos últimos dias, alguns posts viralizaram com argumentações sobre um suposto envio indevido de localização quando alguém marca um local em uma postagem. Isso obviamente preocupou muita gente, afinal poderia colocar em risco a segurança física dos usuários.

A polêmica parece ter crescido após a adição da ferramenta de exibição de perfis em um mapa, recurso implementado para ajudar na descoberta de negócios locais. Empresas podem ter suas publicações e stories mostrados mais facilmente em um mapa, assim as pessoas conseguem ver o que está acontecendo nas redondezas.

Apesar disso, o recurso de localização já existe há muito tempo: você pode tirar uma foto em frente a um monumento e marcar o local. A dúvida era se outras pessoas físicas e empresas também teriam acesso ao seu local, o que foi negado pela plataforma da Meta.

Há uma diferença importante entre as tags localização e localização precisa. A primeira pode ser marcada em qualquer circunstância, inclusive em locais falsos, como muita gente faz em brincadeiras no serviço; a localização precisa, no entanto, é mais delicada porque usa o GPS e/ou torres de telefonia para saber a exata coordenada da pessoa, o que pode ser usado para localizar telefones perdidos, para fins publicitários ou com intenções maliciosas.

Esse recurso é voltado para empresas e mostra o endereço cadastrado (não a localização) (Imagem: Reprodução/Instagram)
Esse recurso é voltado para empresas e mostra o endereço cadastrado (não a localização) (Imagem: Reprodução/Instagram)

Na publicação do Instagram Comms, esse temor foi minimizado para tentar tranquilizar as pessoas. Embora não hajam evidências de uso indevido, existe um temor generalizado de como as grandes empresas de tecnologia utilizam os dados individuais, seja para direcionar propagandas, seja para monitorar a sua atividade online.

Localização pode ser desativada

O Insta ainda reforçou que o usuário pode acessar as configurações do aplicativo e fazer ajustes para minimizar o acesso à localização ou até desativá-la por completo. A última talvez seja a solução para efetiva para os desconfiados de plantão

Apple e Google já se mostraram preocupados com o uso indevido de dados por aplicativos, tanto que adicionaram mecanismos de privacidade no Android e no iOS. No iPhone, por exemplo, o usuário precisa dar autorização formal para receber anúncios personalizados, algo que afetou bastante a receita da maioria das redes sociais, em especial a Meta e a Snap.

Fonte: Canaltech

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