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Instabilidade política no Peru ainda não afeta operação de cobre

James Attwood
·1 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Investidores que apostam no cobre em busca do próximo fator de impulso no impressionante rali não devem precificar um risco muito grande decorrente de choques de oferta devido à instabilidade no Peru, o maior produtor depois do Chile.

Segundo o analista de matérias-primas do BTG Pactual, Cesar Perez-Novoa, a turbulência política não representa uma grande ameaça à produção nas minas do setor privado.

“Isso é política e não está relacionado a um problema entre uma comunidade e uma mina”, disse Perez-Novoa, peruano que reside no Chile.

O Peru começa a semana sem presidente, líder interino ou do Congresso em meio à indignação pública sobre o sistema político, que levou a um impasse sem precedentes. Os distúrbios começaram na semana passada, quando o Congresso votou a favor do impeachment do então presidente Martín Vizcarra, medida que gerou os maiores protestos em décadas e que acabaram levando à renúncia de seu sucessor.

Os protestos têm se concentrado em áreas urbanas e a maior parte do mineral é transportada por ferrovias ou dutos. Obviamente, se os protestos aumentarem e as comunidades rurais começarem a bloquear as minas, os concentrados de cobre transportados por caminhão podem sofrer interrupções.

Além da produção, a recente instabilidade política no Peru é negativa para as perspectivas de investimento no país.

“Certamente, os investidores ficarão de olho no país quando o assunto for projetos”, disse Perez-Novoa.

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