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INSS: Servidores que tiveram salário descontado em greve devem receber correção

Devolução dos valores descontados dos servidores do órgão em função da greve ocorrida entre 16 de junho e 16 de julho de 2009 foi autorizada pela Diretoria de Gestão de Pessoas (Getty Creative)
Devolução dos valores descontados dos servidores do órgão em função da greve ocorrida entre 16 de junho e 16 de julho de 2009 foi autorizada pela Diretoria de Gestão de Pessoas (Getty Creative)
  • Ressarcimento foi uma das condições exigidas para encerrar uma paralisação que ocorreu no primeiro semestre deste ano;

  • Servidores do INSS optaram por encerrar, no dia 23 de maio, a greve da categoria que durou quase dois meses;

  • Pagamento, depende, apenas, do cálculo do valor a que cada servidor tem direito.

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tiveram o salário descontado durante uma greve da categoria em 2009 deverão receber a quantia que foi reduzida até dezembro. Esse ressarcimento foi uma das condições exigidas para encerrar uma paralisação que ocorreu no primeiro semestre deste ano.

Os servidores do INSS optaram por encerrar, no dia 23 de maio, a greve da categoria que durou quase dois meses. Apesar da categoria ter conseguido apenas 5% de reajuste dos 19,9% reivindicados, o governo se comprometeu em melhorar as condições de trabalho e realizar concurso público.

Um dos acordos para o encerramento da greve era a devolução dos valores descontados dos servidores do órgão em função da greve ocorrida entre 16 de junho e 16 de julho de 2009, o que foi autorizado pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) em julho passado.

Segundo o jornal Extra, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev-RJ) afirma que "o pagamento, depende, apenas, do cálculo do valor a que cada servidor tem direito, feito pelo instituto e pelo Ministério da Economia".

Por conta da greve ocorrida no início de 2022, alguns exames de perícias para ter direito a benefícios que exigem laudos, como o auxílio-doença, estão sendo remarcados para o ano que vem.

Enquanto as remarcações estão sendo feitas para o início de 2023, as pessoas que precisam do dinheiro ficam sem rendimento mensal até que a consulta finalmente seja realizada. Em maio, 1.094.210 trabalhadores estavam aguardando pela consulta.