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Insider Trading: entenda a fraude que levou ex-gerente da Coinbase para prisão

Agentes federais dos Estados Unidos prenderam na quinta-feira (21) um ex-gerente da Coinbase, a maior corretora de criptomoedas norte-americana. Ele está sendo acusado de cometer o chamado Insider Trading, um esquema fraudulento que se beneficia de informações privilegiadas para negociar no mercado e obter lucro. Ishan Wahi e o irmão, Nikhil Wahi, embolsaram cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 8,5 milhões) com a prática criminosa. Um terceiro envolvido está foragido.

A SEC, órgão federal estadunidense responsável por fiscalizar o mercado financeiro no país, alegou que Nikhil Wahi, 26, e Ramani, 33, negociaram pelo menos 25 diferentes criptomoedas e obtiveram lucro milionário.

Insider Trading é um tipo de fraude onde o criminoso dispõe de informações privilegiadas relacionada ao mercado financeiro tradicional ou de criptomoedas e a utiliza para obter lucro ou vantagem (Imagem: Reprodução/pexels-Anna Nekrashevich)
Insider Trading é um tipo de fraude onde o criminoso dispõe de informações privilegiadas relacionada ao mercado financeiro tradicional ou de criptomoedas e a utiliza para obter lucro ou vantagem (Imagem: Reprodução/pexels-Anna Nekrashevich)

A investigação revelou que o cargo de confiança de Ishan lhe dava acesso direto aos nomes dos tokens que seriam lançados pela Coinbase. Munido das informações, o ex-gerente da empresa repassava a lista dos ativos para o irmão e o amigo dele comprarem grandes quantias.

Com as informações privilegiadas os acusados negociaram e obtiveram lucro com diversas criptomoedas, uma delas foi a TRIBE, que gerou ao grupo o lucro de US$ 7 mil (R$ 38 mil), outra foi a XYO, que lhes renderam US$ 900.000 (R$ 5 milhões) em ganhos. Outras negociações lhe renderam juntas mais de US$ 200 mil (R$ 1 milhão).

Os dois irmãos e o amigo utilizaram carteiras da rede Ethereum para comprar os ativos em exchanges descentralizadas em 14 momentos anteriores aos lançamentos dos novos tokens na Coinbase. Segundo as investigações, a fraude aconteceu entre junho de 2021 e abril de 2022.

Philip Martin, diretor de segurança da Coinbase, declarou que a empresa auxiliou nas investigações, compartilhando elementos de uma apuração interna, que ajudou a polícia a prender os acusados. Os irmãos foram presos na manhã de quinta-feira (21); o amigo que supostamente participou do esquema, Sameer Ramani, continua foragido.

No Brasil, a prática de Insider Trading configura ato ilícito. Desde o ano de 2001, a fraude envolvendo o uso indevido de informações privilegiadas também é considerada crime(imagem:Reprodução/Pexels-Tima Miroshnichenko)
No Brasil, a prática de Insider Trading configura ato ilícito. Desde o ano de 2001, a fraude envolvendo o uso indevido de informações privilegiadas também é considerada crime(imagem:Reprodução/Pexels-Tima Miroshnichenko)

Primeiro caso de Insider Trading do mercado cripto

Uma investigação nos Estados Unidos prendeu no dia 1º de junho um ex-gerente de produtos da OpenSea, a maior plataforma de negociação de online de tokens não-fungíveis (NFTs). Esse foi o primeiro caso de Insider Trading no mercado de criptomoedas descoberto pelas autoridades.

As investigações revelaram que Nathaniel Chastain, 31, comprou secretamente 45 NFTs em 11 momentos diferentes. As compras foram realizadas com base em informações internas da empresa. Todos os ativos comprados por ele apareceriam posteriomente como destaque na página oficial da OpenSea.

A polícia apurou que Chastain supostamente chegou a lucrar mais de 400% negociando o NFT “Spectrum of a Ramenfication Theory” em 14 de setembro de 2021. Segundo a polícia, o caso de Insider Trading aconteceu de junho a setembro de 2021, com o ex-funcionário da OpenSea utilizando carteiras e contas anônimas na plataforma para realizar as fraudes.

Fonte: Canaltech

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