Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.256,36
    -3.411,42 (-2,95%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.310,27
    -841,11 (-1,86%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,47
    +0,25 (+0,40%)
     
  • OURO

    1.769,10
    -28,80 (-1,60%)
     
  • BTC-USD

    48.032,05
    -833,48 (-1,71%)
     
  • CMC Crypto 200

    958,81
    -35,85 (-3,60%)
     
  • S&P500

    3.829,34
    -96,09 (-2,45%)
     
  • DOW JONES

    31.402,01
    -559,85 (-1,75%)
     
  • FTSE

    6.651,96
    -7,01 (-0,11%)
     
  • HANG SENG

    30.074,17
    +355,93 (+1,20%)
     
  • NIKKEI

    30.168,27
    +496,57 (+1,67%)
     
  • NASDAQ

    12.788,00
    -514,00 (-3,86%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7379
    +0,1674 (+2,55%)
     

Insatisfação de caminhoneiros não é problema da Petrobras, diz presidente da estatal

DIEGO GARCIA
·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA: O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA: O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que o aumento de custos para os caminhoneiros e transportadoras não se deve ao reajuste do preço dos combustíveis feito pela estatal, mas sim à idade das frotas de veículos e às condições das estradas brasileiras.

Por isso, a questão não seria um "problema da Petrobras", disse o executivo em evento nesta quinta-feira (28). Grupos de caminhoneiros planejam uma greve para esta segunda-feira (1º).

Segundo Castello Branco, os caminhoneiros autônomos utilizam veículos com idades em torno de 20 anos, o que resulta em um alto consumo de diesel, além de implicar em gastos maiores com manutenção.

"Trata-se de um problema de excesso de oferta, não da Petrobras", disse.

Ele também culpou a qualidade das estradas, mesmo as pedagiadas.

"Por exemplo a Rio-Petrópolis, que é pedagiada, de péssima qualidade. Imagine as que não são pedagiadas, muitas delas de terra, que impõem custos muito altos aos transportadores de carga", afirmou.

"Um problema que não é da Petrobras."

A insatisfação da categoria com o preço do diesel -que sofreu reajuste de 4,4% nas refinarias, anunciado pela estatal nesta terça (26)- é um dos motivos alegados para a manifestação. A política de preços da estatal segue a cotação internacional do petróleo.

A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), que até a semana passada minimizava as chances de uma uma greve nacional, passou a apoiar o movimento, liderado por caminhoneiros que se dizem pouco representados pelos líderes de paralisações anteriores.

Nesta quarta (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um apelo para que os caminhoneiros não entrem em greve.

"É interessante, alguns acham que a Petrobras cobra preços elevados e outros acham que tem preços predatórios", afirmou Castello Branco, em referência à reclamações de importadores de que os preços da estatal estariam defasados em relação aos praticados no mercado internacional.

A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) chegou a protocolar uma reclamação junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra a estatal.

"Produtores de petróleo como Canadá e México produzem mais que nós e com um preço 25% superior ao nosso. Na Europa, em países como Bélgica, França, Alemanha, o diesel do consumidor é mais que o dobro do Brasil", rebateu Castello Branco no evento desta quinta, organizado pelo Credit Suisse.

Ele também defendeu a política de preços da empresa.

"Não vamos jogar o preço para cima ou para baixo diante de núcleos de volatilidade. Precisamos acompanhar com o mercado para onde vai o preço", disse.