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Inocentado em processo por associação a tráfico, MC Hariel lança música crítica: 'Insistem que funkeiro é bandido'

·2 minuto de leitura

Investigado por associação ao tráfico de drogas por ter se apresentado em um espaço na Zona Leste de São Paulo, em que o dono seria ligado ao PCC (Primeiro comando da capital), MC Hariel viu uma operação da Polícia Civil chegar até sua casa para apreender celulares e computador. Provada a sua inocência, o artista decidiu se manifestar com o que gosta, e sabe, fazer: música. Nesta sexta, dia 24, ao lado de MC Ryan, MC GP e Salvador da Rima, que também foram alvos da operação, eles lançaram "Associação".

— Apesar de nosso sucesso nas redes e nos streamings, e de o funk ter se consolidado como um importante movimento musical e cultural das comunidades, ainda existe a falsa deia de que funkeiro é bandido e de que o funk tem associação com o crime — lamenta o artista, de 23 anos.

A música fala ainda de violência policial, discriminação racial e das crianças mortas pelas drogas nas favelas. "Tô associado com a vitória da favela, tô associado com a revolução dos nossos, tô associado com o movimento funk", diz um dos trechos. Desbancar para versos ditos "mais conscientes", não só no lançamento, mas em todos os hits, foi uma escolha do paulistano, que completou dez anos de carreira (e lançou um DVD comemorativo).

— Essa escolha é muito baseada na minha criação e nas minhas referências musicais. Minha mãe sempre esteve muito presente na minha vida até os dias de hoje e sempre me incentivou e me instruiu a criar músicas construtivas que abordem os problemas reais da sociedade. Cada vez mais eu busco instruir e levantar assuntos importante e relevantes que muitas vezes são negligenciados ou pouco tratados, até porque música é uma linguagem universal, perfeita para quebrar essas barreiras e transmitir mensagens — reflete.

E, muitas vezes, acaba tocando nas próprias feridas para discutir o que acredita ser relevante. Recentemente lançou "180", música em parceria com DJ Alok e MCs Marks, Dricka, Davi, Leozinho ZS e DJ Victor, que fala sobre agressões contra mulher. Luiza Brunet, que foi violentada na vida real, estrela o clipe. Hariel, por exemplo, viveu situações semelhantes vendo a mãe apanhar dentro de casa.

— Quando a gente fala sobre coisas que já vivenciamos, fica mais fácil de transmitir a mensagem com mais sentimentos e verdade, para mim é uma honra poder dar voz a um assunto tão importante e delicado. Aconteceram poucas vezes em casa, mas me marcou. Eu tinha seis, ou sete anos, quando meus pais começaram a se "enganchar", e eles se separaram quando completei dez anos. Foram muitas brigas, a gente sabia que se passasse das 20h e meu pai estivesse na rua, daria confusão. Isso deixa a cabeça da criança bem "boladona". Passei na música a visão de uma criança assistindo isso. No dia da gravação não conseguir segurar as lágrimas, passou um filme na minha cabeça, de verdade. Só quem estava no set sentiu a energia que estava rolando.

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