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Iniciativa de dólar digital do Fed preocupa Wall Street

Joe Light
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O setor de serviços financeiros, preparado para o que poderia ser sua maior transformação em décadas, está prestes a ter um vislumbre do projeto do Federal Reserve de uma nova moeda digital. Mas Wall Street não está entusiasmado.

Bancos, empresas de cartão de crédito e processadores de pagamentos digitais observam com nervosismo a iniciativa de criar uma alternativa eletrônica para o papel-moeda nos Estados Unidos, ou o que alguns chamam de dólar digital e outros de Fedcoin.

Já em julho, autoridades do Federal Reserve de Boston e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que desenvolvem protótipos para uma plataforma de dólar digital, planejam divulgar suas pesquisas, disse James Cunha, que lidera o projeto para o Fed de Boston.

Uma moeda digital poderia mudar fundamentalmente a forma como os americanos usam o dinheiro, o que levaria algumas empresas financeiras a fazer lobby junto ao Fed e ao Congresso para desacelerar sua criação ou pelo menos garantir que não fiquem de fora.

Vendo uma ameaça aos lucros, a principal associação de bancos disse ao Congresso que um dólar digital não é necessário, enquanto empresas de pagamento como Visa e Mastercard buscam trabalhar com os bancos centrais para garantir que as novas moedas possam ser usadas em suas redes.

“Todo mundo tem medo de que você atinja os players atuais com uma forma de pagamento totalmente nova”, disse Michael Del Grosso, analista da Compass Point Research & Trading.

Parlamentares, autoridades do Departamento do Tesouro dos EUA e o Fed ainda não aprovaram o lançamento de uma moeda virtual no país, o que pode levar anos. Nem decidiram como um dólar digital interagiria com a rede global de pagamentos existente. Ainda assim, os EUA e outros países parecem comprometidos o suficiente com a digitalização de suas moedas a ponto de deixar os executivos do setor financeiro nervosos.

“O mundo está se movendo muito rapidamente nesses projetos”, disse Josh Lipsky, que ajudou a reunir autoridades do governo dos Estados Unidos e de outros países que trabalham com moedas digitais como diretor do GeoEconomics Center no Atlantic Council.

Em questão estão as formas de dinheiro digital sendo consideradas pelos EUA e outros governos. A popularidade crescente do Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas, cujo valor de mercado ultrapassou US$ 1 trilhão, inspirou os projetos. Ao contrário dos tokens criados de forma privada, as novas moedas seriam emitidas pelos bancos centrais como uma alternativa às notas de papel. O dinheiro físico não desapareceria, mas seu uso provavelmente diminuiria.

Usar as moedas pode ser tão simples quanto segurar a tela de um telefone celular para ser escaneado. Nos bastidores, o dinheiro digital seria transferido de uma conta para outra. Funcionaria de forma semelhante à maneira como a maior parte do dinheiro circula, mas a nova moeda poderia evitar o intermediário de um banco comercial ou a rede de cartão de crédito. Para os vendedores, a liquidação ocorreria quase imediatamente, sem ter que esperar pelo dinheiro ou se preocupar com fraudes.

A iniciativa dos EUA ganhou impulso no mês passado, quando a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que tal projeto poderia ajudar americanos que não têm acesso ao sistema bancário.

Cunha disse que o Fed de Boston e o MIT esperam revelar parte do trabalho no terceiro trimestre, incluindo pelo menos dois protótipos de plataformas de software que poderiam transferir, armazenar e liquidar transações feitas com dólares digitais. Ele não disse se alguma das plataformas usa a tecnologia blockchain do Bitcoin e de outras criptomoedas. Assim que os protótipos forem lançados, disse Cunha, outros poderão ver e usar o código como base.

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