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Inglaterra busca leitos de hospital ante aumento de casos de covid-19

Marie GIFFARD
·3 minuto de leitura
Um paramédico transporta paciente de uma ambulância para o Royal London Hospital, no leste de Londres, em 6 de janeiro de 2021

Os hospitais da Inglaterra estão considerando a transferência de alguns pacientes para lares de idosos ou para outros centros médicos, em face da crescente demanda por leitos causada por um aumento exponencial nos casos de coronavírus que ameaça saturar o sistema - informaram autoridades médicas nesta quinta-feira (7).

"A situação está se intensificando muito rapidamente. Na semana passada, vimos chegar 5.000 novos pacientes com covid-19 aos hospitais, o equivalente a dez hospitais cheios de pacientes com covid em apenas sete dias", declarou à emissora BBC Chris Hopson, diretor do NHS Providers, o órgão público responsável pelo abastecimento dos centros médicos.

"Estamos chegando a um ponto em que os leitos hospitalares estão se esgotando", acrescentou, explicando que, por essa razão, leitos disponíveis em outros locais, como lares para idosos, têm sido procurados.

Mesmo se o número de pacientes com covid-19 aumentar seguindo as projeções mais baixas e o aumento da capacidade hospitalar der resultados prevê-se em 19 de janeiro um déficit de 2.000 leitos de cuidados gerais e intensivos nos hospitais de Londres, advertiu o Health Service Journal, citando informações fornecidas pelo serviço público de saúde aos responsáveis pelos hospitais.

Confrontado com uma nova onda de coronavírus que avança rapidamente desde a descoberta, em dezembro de 2020, de uma nova cepa aparentemente mais contagiosa, o Reino Unido registrou na quarta-feira 1.041 novas mortes.

Com um total de 78.508 óbitos, voltou a ser o país da Europa mais atingido pela pandemia, superando a Itália. Ontem, registrou 62.322 novos casos positivos.

O governo de Boris Johnson, muito criticado por suas políticas erráticas durante a crise, agora concentra sua estratégia no confinamento imposto à Inglaterra na terça-feira e na forte aceleração da campanha de vacinação lançada em 8 de dezembro.

"Estamos em uma corrida contra o tempo. Mas posso lhes assegurar que fazemos tudo o que podemos para vacinar tantas pessoas quanto pudermos", prometeu Johnson em coletiva de imprensa.

- Dois novos medicamentos -

No Reino Unido, quase 1,5 milhão de pessoas já foram inoculadas com as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford.

E o Executivo britânico estabeleceu a meta de vacinar até meados de fevereiro todas as pessoas com mais de 70 anos, além dos profissionais da área da saúde. Isso representa um conjunto de quase 14 milhões de pessoas.

"Este é um desafio nacional em uma escala como nunca vimos antes. Exigirá um esforço nacional sem precedentes e, é claro, haverá dificuldades", afirmou Johnson em coletiva de imprensa, orgulhoso de ter vacinado mais pessoas do que todos os países europeus juntos.

Por enquanto, porém, a situação é "pior do que na primeira onda e está-se provando muito mais difícil de administrar", disse Rupert Pearse, especialista em terapia intensiva do Royal London Hospital, à rede BBC. 

"A menos que levemos o confinamento a sério, o impacto sobre a saúde em todo país pode ser catastrófico", alertou.

Nesse contexto, o ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou nesta quinta-feira que os pacientes em terapia intensiva agora podem ser tratados com dois novos medicamentos: tocilizumabe e sarilumabe.

Segundo nota do Ministério da Saúde inglês, esses remédios, comumente usados contra o reumatismo, podem reduzir em 24% a mortalidade de pacientes graves e diminuir o tempo de cuidados intensivos entre sete e dez dias.

bur-acc/zm/mr/tt/bc/ic/mvv