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Inglaterra adotará novas restrições contra a covid apenas 'como último recurso'

·2 min de leitura
Pedestre passa por uma placa indicativa de um centro de testagem comunitário para a covid-19 em Walthamstow, norte de Londres, 30 de dezembro de 2021 (AFP/Tolga Akmen)

O ministro britânico da Saúde, Sajid Javid, insistiu neste sábado (1) em que voltar a impor restrições para conter o coronavírus na Inglaterra seria um "absoluto último recurso" e que deve-se "tentar viver com a covid".

"Limitar nossa liberdade deve ser um absoluto último recurso e os britânicos esperam que façamos tudo o possível para evitá-lo", escreveu Javid em um artigo no jornal Daily Mail.

O Reino Unido é uma das nações da Europa mais afetadas pela pandemia, com quase 149.000 mortos. Neste sábado, registrou 163.000 novos casos, uma leve queda depois de vários dias de números de contágios sem precedentes.

O governo britânico, responsável pelas políticas de saúde apenas na Inglaterra, até agora tem se negado a restringir os encontros sociais e os grandes eventos, diferentemente do resto do Reino Unido.

Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales adotaram novas regras desde o Natal, como limites para reuniões, em um momento em que a variante ômicron faz dispararem os contágios no país.

Mas o governo do primeiro-ministro Boris Johnson insiste em que os dados não justificam tais medidas na Inglaterra.

"Estou determinado em que nós devemos nos dar a melhor oportunidade de conviver com o vírus", acrescentou Javid, citando os "enormes custos sanitários, sociais e econômicos do confinamento".

Apesar das taxas recorde de contágios, tem havido um aumento menos expressivo das hospitalizações, o que alimenta a esperança de que a ômicron seja menos severa do que outras variantes.

"Tenho trabalhado de perto com o NHS (sistema nacional de saúde) para assegurar que esteja pronto e resiliente para o que está por vir", garantiu Javid.

O governo determinou em dezembro o uso de máscaras na maior parte dos locais da Inglaterra e pediu que as pessoas trabalhem de casa quando possível, mas não adotou as medidas tomadas por outras nações do Reino Unido.

Tem apostado, ao contrário, na intensificação da vacinação, e cerca de 60% da população elegível já tomou a dose de reforço.

jj/mas/gm/mvv

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