Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.038,11
    +2.117,50 (+1,77%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.249,02
    +314,11 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,82
    +0,11 (+0,17%)
     
  • OURO

    1.832,00
    +16,30 (+0,90%)
     
  • BTC-USD

    58.984,42
    +1.947,73 (+3,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.480,07
    +44,28 (+3,08%)
     
  • S&P500

    4.232,60
    +30,98 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    34.777,76
    +229,23 (+0,66%)
     
  • FTSE

    7.129,71
    +53,54 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.715,50
    +117,75 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3651
    -0,0015 (-0,02%)
     

Informática, eletrônicos e veículos estão entre as indústrias com mais dificuldade de atender clientes

EDUARDO CUCOLO
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Praticamente 7 em cada 10 indústrias dos segmentos de informática, eletrônicos e ópticos, veículos e metalurgia enfrentam dificuldade de atender à demanda dos seus clientes, devido à falta de insumos para a produção. O número é parte da terceira pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre o tema, que foi divulgada nesta sexta-feira (8). Os levantamentos anteriores foram realizados em outubro e novembro de 2020. Segundo a CNI, o segmento de informática, eletrônicos e óticos se destaca negativamente, com aumento no percentual de empresas com dificuldade, de 42% em novembro de 2020 para 69%. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que a desestruturação das cadeias produtivas ainda é resultado do cancelamento de compras e redução de estoques ocorrido no início da pandemia, no ano passado. A retomada da economia no segundo semestre de 2020, segundo ele, não foi acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas o que gerou dificuldades nos diversos elos da cadeia. Além disso, a desvalorização do real tornou as exportações mais atrativas e redirecionou parte do fornecimento de matérias-primas, insumos e produtos finais ao mercado internacional. "O resultado foi um aumento ainda mais acentuado de preços e uma dificuldade ainda maior de obter os insumos e matérias-primas", afirma o presidente da CNI. No geral, 45% das empresas da indústria têm dificuldade de atender à demanda, uma queda em relação aos 54% verificados na pesquisa anterior. Entre os 26 setores de atividade da Indústria de Transformação considerados no levantamento, em 13 pelo menos 50% das empresas tinham dificuldade para atender parte de sua demanda. Eram 19 em novembro. Entre os que tiveram melhora, a CNI destaca os segmentos de bebidas e de minerais não metálicos. Em novembro de 2020, 55% das empresas de bebidas tinham dificuldade de atender à demanda, percentual que caiu para 32%. No segmento de minerais, recuou de 67% para 45%. A demora na normalização das cadeias produtivas foi um dos fatores citados pelo Banco Central para justificar o amento da taxa básica de juros em março. Segundo o BC, esses problemas pressionaram custos de produção e geraram um choque de demanda. Ainda de acordo com a pesquisa, 73% das empresas da indústria geral e 72% das empresas da construção encontram dificuldades em obter insumos e matérias-primas produzidos no Brasil. Eram 75% e 72% em novembro. Destacam-se os segmentos de móveis (91%), limpeza e perfumaria (86%) e vestuário (85%). Em novembro, 51% das empresas esperavam uma normalização da questão dos insumos no primeiro trimestre deste ano. Agora, 70% esperam uma regularização até o final do terceiro trimestre. Em relação a insumos importados, 65% das empresas que compram matérias-primas do exterior enfrentam problemas de abastecimento, mesmo pagando mais caro pelos produtos. Em alguns setores, a questão afeta mais de 80% das empresas: borracha, móveis, madeira, equipamentos de transporte e de informática, eletrônicos e ópticos. A CNI ouviu 1.782 empresas, sendo 739 pequenas, 615 médias e 428 grandes, nas indústrias de transformação e extrativa, além de 436 empresas na construção, de 1º a 12 de fevereiro.