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Influenciadores têm contas roubadas em FIFA 22

·3 min de leitura

Uma onda de ataques de engenharia social comprometeu cerca de 50 contas de jogadores de destaque no cenário de FIFA 22, entre atletas, pro players, criadores de conteúdo e outros. Os casos começaram a ser relatados nas redes sociais neste início de janeiro, sempre atingindo perfis com altos valores investidos em cartas e outros elementos do jogo.

Uma das principais vítimas foi Valentin Rosier, jogador francês que atua no Beşiktaş, da Turquia. Os streamers Jamie Bateson, NickRTFM e Trymacs também foram alvos, assim como perfis envolvidos em negócios envolvendo a economia do jogo, como os traders FUT Donkey e Joao Seleiro. Só aí já se explica porque o caso ganhou destaque, em ataques que estariam acontecendo desde meados de dezembro.

Em muitos dos casos relatados nas redes sociais, as vítimas foram notificadas ao perderem acesso aos perfis, cujos e-mails foram trocados para novos endereços que possibilitem a ação dos criminosos. A ideia principal é que as contas seriam revendidas em marketplaces da dark web, onde contas recheadas de pontos têm alto valor e são comercializadas entre criminosos e interessados em ganhar vantagem nos games.

O caso ganha importância adicional por, em muitas das circunstâncias, envolver o trabalho dos atingidos, seja na comercialização de cartas, investimentos em atletas virtuais ou no próprio uso do perfil para jogar FIFA, criar conteúdo e gerar valor para marcas. Isso sem falar no gasto financeiro. Rosier, por exemplo, afirma ter colocado 60 milhões de créditos na conta que foi roubada, um valor equivalente a mais de US$ 560 mil em gastos. Alguns dos atingidos também falaram em processos judiciais, principalmente relacionados ao fato de já terem informado a EA sobre serem um alvo de ataques.

Ao se pronunciar sobre o caso, a Electronic Arts confirmou a onda de golpes que envolve, inclusive, seu próprio time de atendimento aos jogadores. Segundo a empresa, ataques de phishing e engenharia social foram realizados pelos criminosos, que exploraram erros humanos e foram capazes de ultrapassar verificações em duas etapas, obtendo, assim, acesso aos perfis comprometidos.

No comunicado, a produtora afirma ainda estar no processo de listar todas as contas afetadas e que modificações foram realizadas, mantendo contato direto com os atingidos e analisando as evidências relacionadas aos casos. Enquanto os trabalhos seguem em andamento, ainda não existem informações de investigações oficiais no âmbito da GDPR, conjunto de normas válidas na Europa e equivalente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil.

Entre as atitudes prometidas pela companhia estão novos treinamentos para seus representantes e atualizações nos sistemas de segurança, de forma a detectar melhor as atividades suspeitas e marcar contas em risco. Além disso, novas etapas serão adicionadas ao processo de alteração de dados e e-mails dos perfis, de forma a verificar os responsáveis por tais solicitações e garantir que elas sejam legítimas.

Fonte: Canaltech

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