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Influencers denunciam Clubhouse (não esse, outro)

Gabriel Daros
·2 minuto de leitura
Influencers denunciam Clubhouse (não esse, outro)
Influencers denunciam Clubhouse (não esse, outro)

Um grupo de jovens influencers nos Estados Unidos denunciaram Amir Ben-Yohanan, fundador do Clubhouse Media Group, por operar um esquema predatório de tráfico de influência. Os criadores de conteúdo, em sua grande maioria adolescentes do TikTok, acusam o CEO de abusar dos acordos comerciais para se intrometer na vida pessoal deles de maneira desconfortável.

O Clubhouse Media Group (que apesar do nome, não tem relação nenhuma com o app de conversa por áudio) gerencia uma série de “mansões de conteúdo” para TikTokers. Nelas, influencers com um número alto de seguidores podem morar em casas de luxo, publicando em troca vídeos promocionais de 15 segundos no TikTok. O negócio iniciou com nove casas entre Los Angeles, Las Vegas e Europa, com seis delas ainda em atividade.

Sete ex-integrantes e ex-funcionários de uma das mansões de conteúdo, localizada em Beverly Hills, relatam lidar diretamente com a intromissão de Ben-Yohanan. Segundo os depoimentos, o CEO marcava “encontros surpresa” entre os TikTokers ou com outras pessoas para filmar e criar virais de conteúdo.

Os influencers também denunciaram que o fundador do Clubhouse Media Group ameaçava-os de expulsão e os pressionava conforme a quantidade dos seguidores de cada um diminuía. Ben-Yohanan também fazia comentários misóginos para as funcionárias e TikTokers da casa, chamando-as de “mentalmente instáveis” e alegando que a improdutividade delas acontecia “porque todas estavam menstruadas”.

CEO da empresa processou vítimas por campanha de desinformação

Em resposta às críticas, o Clubhouse Media Group publicou em março uma nota informando que criaria protocolos de suporte aos influencers, dentre outras práticas de segurança. Na prática, a empresa entrou com duas ações contra ex-integrantes da mansão de conteúdo, alegando campanha de desinformação. Os processos estimam um valor de US$ 2,5 milhões em prejuízos difamatórios.

Via Business Insider

Imagem: Mikhail Nilov/Pexels/CC