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Inflação e governo Bolsonaro: os preços que estão impactando o bolso dos brasileiros

A inflação acumulada em doze meses (entre maio de 2021 e abril de 2022) chegou a 12,13%. Foto: Getty Creative.
A inflação acumulada em doze meses (entre maio de 2021 e abril de 2022) chegou a 12,13%. Foto: Getty Creative.
  • Em abril, a inflação chegou a 1,06% em relação ao mês anterior;

  • Essa marca não era atingida desde a década de 1990;

  • Com uma perda de 31,32% do valor de compra nos últimos 5 anos, o Real vale cada vez menos.

Ainda estamos em maio e a inflação em 2022 já acumula recordes negativos. Em abril, o índice chegou a 1,06% em relação ao mês anterior, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa marca não era atingida desde a década de 1990. A última vez em que a inflação no mês ultrapassou a barreira de 1% foi em 1996.

Enquanto isso, a inflação acumulada em doze meses (entre maio de 2021 e abril de 2022) chegou a 12,13%, outro recorde sob a gestão do Ministro da Economia Paulo Guedes. O número é o maior desde outubro de 2003.

A alta de preços que resultam nesses recordes inflacionários está pesando no dia a dia dos brasileiros. Com uma perda de 31,32% do valor de compra nos últimos 5 anos, o Real vale cada vez menos. Isso significa que com a mesma quantidade de dinheiro o consumidor compra apenas dois terços do que conseguia comprar nos últimos anos.

Complementando o cenário econômico pouco favorável principalmente para as famílias de baixa renda, o salário mínimo não alcançou um avanço real frente à inflação no governo do presidente Jair Bolsonaro.

A seguir, veja as principais altas de preços que estão impactando o bolso do brasileiros:

  1. Alta nos preços dos alimentos

  2. Alta nos preços dos combustíveis

  3. Alta na conta de luz

Alta nos preços dos alimentos

O aumento no preço dos alimentos é certamente um dos maiores vilões atualmente para os brasileiros. No levantamento realizado em abril pelo IBGE, foi registrada uma alta em média de 15% em relação aos últimos doze meses. No entanto, diversos alimentos de maneira individual apresentam um aumento ainda maior. A cenoura e o tomate foram os alimentos que apresentaram maior alta no preço de 195% e 117,49%, respectivamente. Já o aipim e a abobrinha registram alta de 68%, seguido pelo mamão que registrou aumento de 40,33%, a batata (38,68%) e a laranja-baía (25,4%).

As hortaliças e verduras também foram afetadas pela inflação. O preço do repolho cresceu em 60% e do alface chegou a ficar 46,22% mais caro no último ano.

Produtos considerados baratos e utilizados em muitas casas brasileiras como o óleo de soja e o fubá também apresentaram alta de 30% e 29%.

Alta nos preços dos combustíveis

A inflação registrada em abril foi puxada em boa parte pela alta no preço dos combustíveis. Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 31,22%, o etanol, de 42,11%, e o diesel, de 53,5%.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), os preços médios da gasolina comum e do diesel S10 atingiram novos recordes na segunda semana de maio. A gasolina registrou valor médio em todo o país de R$ 7,298 por litro e o diesel de R$ 6,971.

Estes foram os maiores valores desde 2002 já registrados para a gasolina e o maior para o diesel desde 2012.

Alta na conta de luz

A conta de luz é outro fator que impactou consideravelmente o bolso dos brasileiros nos últimos anos. Desde 2015, a conta de luz subiu mais que o dobro da inflação, de acordo com dados da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo.

Em 2021 a conta de luz teve alta de 21,21% sendo uma das principais causas responsáveis pelo aumento do IPCA (Índice de Preço do Consumidor) que fechou o ano passado em 10,06%. A meta estipulada pelo Banco Central para o IPCA em 2021 era de 3,75%.

O custo de energia no Brasil é considerado o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas da Colômbia.