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"Inflação do motorista" dispara e é a maior em 21 anos, segundo FGV

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - OCTOBER 15: A Petrobras employee fills the gas tank of a client at a Petrobras gas station at south zone Rio de Janeiro on October 15, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. President Jair Bolsonaro said on a radio interview on Thursday that he analyses to privatize state-controlled oil company Petrobras that is under pressure to lower fuel prices. On Wednesday, Economy Minister Paulo Guedes had suggested the government could sell part of its controlling stakes within a decade to fund welfare programs. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - OCTOBER 15: A Petrobras employee fills the gas tank of a client at a Petrobras gas station at south zone Rio de Janeiro on October 15, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. President Jair Bolsonaro said on a radio interview on Thursday that he analyses to privatize state-controlled oil company Petrobras that is under pressure to lower fuel prices. On Wednesday, Economy Minister Paulo Guedes had suggested the government could sell part of its controlling stakes within a decade to fund welfare programs. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
  • Levantamento do Ibre/FGV mostra que alta dos preços para combustíveis foi de 18,46% em 12 meses;

  • Gasolina, Gás Natural Veicular (GNV) e Etanol são os principais vilões da inflação;

  • Combustíveis tem maior inflação na categoria desde 2000

A alta dos combustíveis prejudicou fortemente os motoristas no Brasil. Com o preço da gasolina, do gás natural (GNV) e do etanol em alta, a inflação na categoria disparou nos últimos meses e chegou a 18,46% no acumulado em 12 meses para outubro, comprovando a maior inflação registrada desde 2000, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), e relatado pelo portal G1.

Uma comparação com outros índices que medem a inflação cheia para o consumidor reforça como a alta de preços tem sido ainda mais expressiva para o motorista. Segundo levantamento do G1, em comparação com os números da Ibre/FGV, vale ressaltar que O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, acumula alta de 10,25% até setembro, e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da FGV, subiu 9,57% nos 12 meses até outubro.

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Para calcular a 'inflação do motorista', o Ibre levou em conta uma série de itens, além da variação do combustível. No cálculo, estão preço do automóvel novo e usado, gasto com peças e acessórios, seguro, entre outros. Desde 1998, quando o índice começou a ser calculado, apenas em 2000, quando a inflação registrada foi de pouco mais de 20%, o número foi maior que o registrado com os 18,46% de 2021.

"A gasolina, o GNV (Gás Natural Veicular) e o etanol têm sido o principal vilão", afirmou Matheus Peçanha, pesquisador do Ibre e autor do levantamento, em entrevista ao G1. "A gasolina e o GNV têm sido prejudicados pelo barril de petróleo, que tem subido de preço por causa da política da Opep, de reduzir a produção. E há o impacto do câmbio porque a Petrobras reajusta os seus preços com base nessas duas variáveis", acrescenta Peçanha.

O etanol também tem enfrentado problemas por conta da crise climática, que prejudicou a produção de cana de açúcar. Além desses, outros setores da cadeia automotiva tem enfrentado problemas. A interrupção das fábricas somada a retomada econômica acelerada de boa parte dos países provocou uma escassez de chips no mundo todo e, consequentemente, de peças, o que fez com que várias montadoras fossem obrigadas a interromper a produção de automóveis e até mesmo a dispensar funcionários.

 

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