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Inflação também está de olho no alumínio em meio à alta demanda

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O excesso de alumínio, que há muito tempo domina o mercado, começa a diminuir, o que pode apertar a oferta e iniciar um rali de vários anos.

A demanda deve aumentar na esteira de investimentos relacionados à mudança climática e de medidas da China, que responde por mais da metade da produção global e busca controlar a fundição de alumínio para reduzir a poluição e cumprir as metas verdes.

Essas forças combinadas sinalizam uma redução do superávit que domina o mercado há mais de uma década e prepara compradores para uma nova era de escassez e custos mais altos.

O alumínio está presente em itens de uso diário, como embalagens de alimentos, latas de cerveja, iPhones e carros. Por isso, o que acontece nos mercados tem implicações para a inflação e o bolso do consumidor.

O metal acumula alta de 26% este ano, para cerca de US$ 2.500 a tonelada, um dos melhores desempenhos na Bolsa de Metais de Londres. O Goldman Sachs está entre os que projetam mais ganhos à frente, prevendo preços recordes acima de US$ 3.000 no final do próximo ano.

No curto prazo, a recuperação pós-pandemia da economia global e a demanda das indústrias automotiva e de construção consomem os estoques. Mas, embora no passado a oferta tenha conseguido acompanhar a demanda extra, isso pode mudar quando os cortes da China começarem, deixando o mercado com elevado déficit em 2024, de acordo com a gigante de trading Trafigura.

“É preciso uma grande mudança de mentalidade, alguns viam a compra de alumínio de forma semelhante à compra de mantimentos no supermercado”, disse Philippe Mueller, diretor de trading de alumínio da Trafigura. “Não vai funcionar mais assim.”

O metal não é o único com obstáculos no curto prazo. A combinação de demanda crescente e suprimento irregular depois do impacto da Covid-19 em muitos mercados de matérias-primas também contribui para reforçar o temor de inflação global.

Para o alumínio, as medidas da China são fundamentais. O governo começou a controlar o setor em 2017, limitando a capacidade de fundição em 45 milhões de toneladas por ano, e as metas de emissões de carbono frustraram todas as expectativas de que autoridades possam aliviar a pressão sobre o setor.

“O governo está falando sério desta vez”, disse Alison Li, cochefe de pesquisa de metais básicos da Mysteel, em entrevista por telefone de Xangai. “Agora que a China tem a missão de neutralidade em carbono, achamos que manterão esse limite.”

A produção real deve totalizar cerca de 40 milhões de toneladas na China este ano. Por isso, as empresas ainda têm algum espaço para aumentar a produção, de acordo com o Goldman Sachs. Mas é provável que a indústria atinja o teto em 2024 e, a partir de então, o mercado chinês entrará em déficit.

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©2021 Bloomberg L.P.

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