Inflação oficial registra aumento e fecha outubro em 0,59%, aponta IBGE

Rio de Janeiro, 7 nov (EFE).- A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de outubro em 0,59%, o índice mais elevado dos últimos seis meses e, inclusive, superior ao mesmo período de 2011 (0,43%), informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O aumento dos preços em outubro situou a inflação acumulada nos dez primeiros meses do ano em 4,38%, uma taxa muito próxima à meta que o governo supôs para o ano todo (4,50 %). No entanto, como essa previsão possui uma margem de tolerância de dois pontos percentuais, a inflação pode chegar a um máximo de 6,50% sem que o Banco Central seja obrigado a dar explicações pelo descontrole.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses até outubro chegou a 5,45%, seu maior nível em oito meses, mas muito abaixo dos 6,98% registrado entre novembro de 2010 e outubro de 2011.

Enquanto o Banco Central projeta uma inflação de 5,2% para este ano, os economistas das instituições financeiras prevêem um índice de 5,44%.

Em ambos os casos, o índice será inferior ao de 2011, quando a inflação foi de 6,50%, a maior desde 2004 (7,60%).

Segundo os dados do IBGE, o índice oficial de preços em outubro superou ligeiramente os 0,57% de setembro e não era tão alto desde abril, quando registrou o 0,64%.

A alta da taxa de inflação em outubro foi pressionada pelos alimentos, cujos preços foram reajustados em 1,36%, contra 1,26% de setembro.

Somente os alimentos foram responsáveis por 0,32% da inflação total de outubro, ou seja, pouco mais da metade do índice.

Os produtos que mais pressionaram o índice foram o arroz, cujo preço aumentou um 9,88 %, e as carnes (2,04 %).

A aceleração dos preços nos últimos meses põe em dúvida a política do Banco Central de reduzir gradualmente as taxas de juros para incentivar o crescimento econômico, que no primeiro semestre do ano foi de apenas 0,6%.

No último mês, o Banco Central reduziu os juros básicos até 7,25% ao ano, seu menor nível histórico. EFE

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