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Inflação nos EUA cede em outubro e Bolsa festeja

A inflação parece se moderar nos Estados Unidos e, em outubro, a medição de 12 meses atingiu seu nível mais baixo desde janeiro de 2022, em 7,7%, sinal de que as medidas do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) começam a surtir efeito.

Os preços ao consumidor continuam subindo de qualquer maneira, de acordo com o índice IPC (ou CPI, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Departamento do Trabalho.

Este é um aumento muito menor do que os 8,2% registrados para 12 meses em setembro. E também abaixo dos 7,9% esperados pelos analistas, segundo o consenso do Market Watch.

Na comparação mês a mês, os preços aumentaram 0,4%, mesma variação que entre agosto e setembro. Os dados também foram uma boa surpresa, pois os analistas esperavam um aumento de preço de 0,6%.

A inflação foi um dos principais temas de campanha para as eleições legislativas de meio de mandato na terça-feira, cujos resultados finais ainda não são conhecidos.

Os republicanos tomaram a inflação – a principal preocupação dos eleitores – como um tema de campanha contra o governo de Joe Biden.

Entre os itens que mais influenciaram os dados de outubro está a moradia, tanto na compra quanto no aluguel de residências.

Os preços de moradia dispararam durante a pandemia, alimentados por taxas de juros historicamente baixas e pela decisão de muitos trabalhadores de se afastar dos centros urbanos, graças ao trabalho remoto.

O preço médio das casas subiu 8,6% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação de Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês), também divulgados nesta quinta.

- Taxas e Bolsa -

A Bolsa de Valores de Nova York abriu em forte alta na quinta-feira, após a divulgação dos dados de inflação: o Dow Jones ganhou 2,40%, e o Nasdaq saltou 4,84%, minutos após a campainha. Às 12h (em Brasília), o aumento se mantinha com o Dow subindo 2,48%, e o Nasdaq, 5,37%, enquanto o índice S&P 500 amplo ganhava 3,92%.

Essa moderação da inflação pode ser um sinal de que as medidas adotadas pelo Fed, que elevou suas taxas para reduzir o consumo e o investimento, começam a dar frutos.

O Fed tem a missão de manter a inflação sob controle, com a meta de 2% ao ano, um nível considerado saudável para a economia. De qualquer forma, o órgão se orienta, sobretudo, pelo índice de inflação PCE, que se manteve estável em setembro, em 6,2% em 12 meses.

A saúde do mercado de trabalho é considerada um fator de contrapeso às medidas do Fed.

Em outubro, a taxa de desemprego subiu ligeiramente, 0,2 ponto percentual, até 3,7%, mas segue em mínimos históricos, e a criação de empregos se mantém sólida.

Dada a persistência da inflação, o Fed anunciou, em 2 de novembro, uma nova alta de sua taxa diretriz, a sexta consecutiva, neste caso de 0,75 ponto percentual. O objetivo é levar as taxas de juros para um intervalo de 3,75%-4%, seu nível mais elevado desde janeiro de 2008.

jul/vmt/eb/mr/dga/tt