Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.556,76
    -557,40 (-0,51%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.020,24
    +211,68 (+0,47%)
     
  • PETROLEO CRU

    78,41
    +1,70 (+2,22%)
     
  • OURO

    1.635,70
    +2,30 (+0,14%)
     
  • BTC-USD

    19.062,04
    -94,42 (-0,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    437,59
    -21,55 (-4,69%)
     
  • S&P500

    3.647,29
    -7,75 (-0,21%)
     
  • DOW JONES

    29.134,99
    -125,82 (-0,43%)
     
  • FTSE

    6.984,59
    -36,36 (-0,52%)
     
  • HANG SENG

    17.860,31
    +5,17 (+0,03%)
     
  • NIKKEI

    26.571,87
    +140,32 (+0,53%)
     
  • NASDAQ

    11.328,25
    +12,00 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1591
    -0,0203 (-0,39%)
     

Inflação na zona do euro atinge novo recorde em agosto

Supermercado em Nice, França

FRANKFURT (Reuters) - A inflação da zona do euro atingiu novo recorde este mês, superando as expectativas e consolidando argumentos a favor de mais um grande aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, mesmo antes de os preços atingirem um pico perto da virada do ano.

O aumento anual dos preços ao consumidor nos 19 países que compartilham o euro subiu para 9,1% em agosto, de 8,9% um mês antes, contra expectativa de 9% e bem longe da meta de 2% do BCE, mostraram nesta quarta-feira dados da Eurostat, a agência de estatísticas da UE.

Os custos de energia continuaram impulsionando os preços, mas a inflação dos alimentos também subiu a território de dois dígitos, enquanto os bens industriais não energéticos, um foco particular para o BCE, mostraram um aumento de preços de 5%.

Os números só aumentam as preocupações do BCE, que se prepara para outro grande aumento dos juros na próxima semana, mas as perspectivas são ainda mais sombrias

A alta dos preços da energia mesmo antes do início do inverno e a reversão de alguns subsídios alemães quase garantem que a inflação continuará subindo e excederá 10% antes de chegar ao pico por volta da virada do ano.

Mas, mais importante ainda, o núcleo dos preços, que elimina a volatilidade dos preços dos alimentos e da energia, continuou a subir, sugerindo que o rápido crescimento dos preços está se espalhando por toda a economia

A inflação excluindo alimentos e combustíveis saltou de 5,1% para 5,5%, enquanto uma medida ainda mais estreita, que também exclui álcool e tabaco, subiu de 4,0% para 4,3%.

"A inflação provavelmente aumentará fortemente no próximo mês, caminhando para 10%, já que algumas medidas de alívio de energia expiram na Alemanha", disse o UniCredit em uma nota antes da divulgação dos dados.

Tudo isso se soma às justificativas para um grande aumento dos juros pelo BCE em 8 de setembro.

(Reportagem de Balazs Koranyi)