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Inflação na indústria sobe 1,86% em agosto com alta em todas as atividades, diz IBGE

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**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A inflação de mercadorias usadas na indústria teve variação de 1,86% em agosto, na comparação com julho, mostram dados do IPP (Índice de Preços ao Produtor) divulgados nesta quarta-feira (29).

As 24 atividades pesquisadas registraram alta de preços, o que só havia ocorrido em agosto de 2020, afirmou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo levantamento.

Em julho, o IPP também havia apresentado variação de 1,86%. Mas a difusão havia sido menor naquele mês, com avanço de preços em 20 atividades.

Conforme o IBGE, o índice atingiu a marca de 23,55% no acumulado do ano até agosto. O resultado supera a taxa acumulada ao longo de todo o ano passado (19,38%). Em 12 meses, até agosto, a alta é de 33,08%.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta de entrada das fábricas”, sem efeito de impostos e fretes. Ou seja, capta os valores de mercadorias usadas nas linhas de produção.

Durante a pandemia, parte dos insumos industriais ficou mais cara em razão do dólar mais alto. Com o real desvalorizado, o preço das commodities avança, pressionando empresas que dependem de mercadorias importadas.

“A demanda aquecida do comércio internacional e a desvalorização do real frente ao dólar vêm impactando os preços industriais no mercado interno. O movimento dos preços do minério de ferro e do óleo bruto do petróleo, por exemplo, afeta de forma quase direta os setores de químicos, de refino e de metalurgia”, afirmou Manuel Souza Neto, gerente do IPP.

“No setor alimentício, as exportações de commodities, como soja e milho, pressionam para cima os custos das rações para animais e, por consequência, das carnes”, completou.

Em agosto, o setor de alimentos foi o que mais influenciou o IPP, com impacto de 0,51 ponto percentual no resultado. A alta verificada no segmento foi de 2,19%.

Segundo o IBGE, os aumentos nos preços das carnes e miudezas de aves congeladas estiveram entre as principais influências na indústria de alimentos.

“A elevação dos preços foi impactada tanto pelo aumento de custo na criação dos animais quanto pela maior demanda. Além das exportações, também houve o impacto do mercado interno, com a volta às aulas presenciais e a tendência de substituição da carne bovina pela de frango”, disse Souza Neto.

De acordo com o pesquisador, a combinação de entressafra e fatores ligados ao clima ainda contribuiu para elevar os preços de parte dos alimentos.

“A produção de leite esterilizado (UHT/Longa Vida) foi influenciada pela seca do meio do ano, que diminuiu a captação nas bacias leiteiras. Com isso, o preço do produto e de todos os seus derivados aumentou. O café torrado e moído sofreu a influência do inverno rigoroso, com geadas em regiões produtoras importantes, o que também impactou a safra da cana-de-açúcar e seus derivados”, mencionou.

A segunda maior influência no índice de agosto (0,25 ponto percentual) foi de outros produtos químicos. A alta de preços chegou a 2,82%.

A piora da crise hídrica significa uma ameaça adicional para a indústria. É que a escassez de chuva força o acionamento de usinas térmicas, o que eleva os custos de geração e as tarifas da energia elétrica.

Em uma tentativa de conter a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) passou a aumentar a taxa básica de juros, a Selic. Os juros mais altos, além de afetarem o consumo, dificultam investimentos produtivos de indústrias.

O índice de confiança de empresários do setor industrial caiu nos 30 setores pesquisados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) entre 1º e 15 de setembro, afirmou a entidade nesta quarta-feira.

"Apesar da queda, todos os setores da indústria ainda seguem com índices de confiança acima da linha divisória de 50 pontos", pondera a CNI.

O indicador varia de 0 a 100. Valores superiores a 50 pontos são considerados positivos. Contudo, o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, avalia que a confiança se tornou mais fraca e menos disseminada.

Os setores que registraram as maiores quedas foram produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (de 62,5 para 53,4 pontos); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (de 63,4 para 54,9); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de 65,1 para 57,2).

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