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Inflação na Europa parece ainda menos transitória do que nos EUA

(Bloomberg) -- Quando a inflação da pandemia decolou no ano passado, era mais provável que permanecesse pairando sobre os Estados Unidos, onde o estímulo era muito maior e a demanda dos consumidores mais forte do que na Europa. Mas a crise energética reverteu esse cenário.

A alta dos preços na zona do euro já ultrapassou a inflação dos EUA por dois meses seguidos. A diferença deve ter aumentado em setembro, quando a inflação geral na Europa atingiu 10%, enquanto na Alemanha se acelerou para 10,9%. Os números dos EUA saem só daqui a 10 dias.

Ainda mais surpreendente, economistas que observam um horizonte de 12 meses agora veem a inflação na Europa perto de 5%, enquanto nos EUA a expectativa é de uma desaceleração para 3%.

“No curto prazo, a inflação da zona do euro realmente parece mais feia do que a dos EUA”, diz Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IFF).

O motivo é a crise de gás natural na Europa, resultado de cortes nas importações russas que pioraram após a invasão da Ucrânia. Isso também elevou os preços da eletricidade, o que contribuiu para elevar os custos em praticamente todos os setores da economia - com o resultado de que a inflação agora é mais ampla na Europa, bem como mais alta.

Além de todos esses números, a Europa, em última análise, tem um tipo de inflação diferente da alta de preços nos EUA – uma que é quase inteiramente importada por meio dos crescentes preços das commodities, em vez de ser alimentada, pelo menos em parte, por gastos elevados do consumidor e mão de obra escassa no mercado doméstico. Essa distinção tem consequências importantes para decisores políticos e investidores, bem como para famílias e empresas.

‘Não existe’

Isso significa que bancos centrais da Europa – que têm aplicado o mesmo remédio contra a inflação do que o Federal Reserve nos EUA, com o aumento rápido das taxas de juros – têm menos capacidade de resolver o problema básico e correm mais risco de prejudicar suas economias na tentativa.

A política fiscal também diverge, pois governos europeus foram obrigados a oferecer mais estímulos para amortecer o golpe das contas de energia nas alturas. E, para os europeus comuns, os padrões de vida devem ficar ainda mais aquém do modelo das famílias americanas.

Em face disso, o Federal Reserve e o Banco Central Europeu – embora tenham partido de lugares diferentes em momentos diferentes – estão agora em caminho semelhante.

Ambos elevaram os juros em 0,75 ponto percentual na última reunião. Ambos provavelmente, na visão dos mercados, farão o mesmo da próxima vez. E ambos falam sobre a importância de manter as expectativas de inflação sob controle.

“O que os dois bancos centrais têm em comum é que estão muito focados na inflação à vista, em números elevados no momento”, diz Brooks, do IFI. “Eles não estão focados o suficiente na dinâmica subjacente, nos avanços e atrasos da política.”

Brooks calcula que a zona do euro entrará em recessão em breve, enquanto os EUA evitariam uma retração – e diz que as perspectivas devem levar a uma reavaliação da abordagem de combate à inflação pelo BCE. “Com o PIB prestes a encolher, quem são as pessoas que vão aumentar os salários com suas demandas?” diz Brooks. “Quais empresas vão aumentar suas margens? As condições para uma espiral de preços e salários simplesmente não existem.”

Na verdade, os salários europeus têm aumentado mais lentamente do que os americanos, embora os preços estejam subindo mais rapidamente. Esse é outro sinal de que a inflação tem afetado mais os padrões de vida na Europa do que nos EUA, onde muitos trabalhadores receberam aumento salarial em mercados de trabalho com mão de obra escassa durante a pandemia.

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©2022 Bloomberg L.P.