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Inflação na Alemanha tem desaceleração inesperada em junho, a 8,2%

Supermercado em Berlim

BERLIM (Reuters) - A inflação na Alemanha desacelerou em junho, no primeiro mês em que pesaram os efeitos das medidas governamentais para amortecer os altos preços dos combustíveis, mostraram dados nesta quarta-feira.

Os preços ao consumidor, harmonizados para torná-los comparáveis com os dados de inflação de outros países da União Europeia, tiveram alta anual de 8,2%, de uma taxa de 8,7% em maio, disse o Escritório Federal de Estatísticas.

Uma pesquisa da Reuters com analista havia apontado para uma leitura anual de 8,8% em junho.

Os preços de energia subiram 38% em junho sobre o mesmo período do ano anterior, um avanço semelhante ao observado nos meses anteriores, impulsionados pela guerra na Ucrânia e gargalos contínuos na cadeia de abastecimento.

Numa tentativa de combater o salto dos preços de energia, o governo alemão cortou o imposto sobre combustíveis e introduziu um benefício que permite viajar por todo o país por 9 euros por mês.

O escritório de estatísticas disse que os efeitos dessas medidas foram incluídos nos resultados, mas seu impacto exato ainda não está claro.

Analistas associaram as medidas do governo ao arrefecimento inesperado da inflação em junho, mas alertaram que seus efeitos evaporarão em setembro, quando vencem.

"É um pequeno alívio para os consumidores que junho não trouxe nenhuma perda adicional de poder de compra em comparação com o mês anterior", disse Michael Heise, economista-chefe da HQ Trust.

"No entanto, é provável que isso seja uma pausa, e não um ponto de virada na inflação."

(Reportagem de Miranda Murray, Rene Wagner e Klaus Lauer)

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