Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.123,85
    -3.459,16 (-3,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.925,52
    -673,01 (-1,30%)
     
  • PETROLEO CRU

    74,45
    -0,84 (-1,12%)
     
  • OURO

    1.735,60
    -1,90 (-0,11%)
     
  • BTC-USD

    41.777,23
    -491,50 (-1,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.031,19
    -25,96 (-2,46%)
     
  • S&P500

    4.352,63
    -90,48 (-2,04%)
     
  • DOW JONES

    34.299,99
    -569,38 (-1,63%)
     
  • FTSE

    7.028,10
    -35,30 (-0,50%)
     
  • HANG SENG

    24.500,39
    0,00 (0,00%)
     
  • NIKKEI

    29.542,96
    -641,00 (-2,12%)
     
  • NASDAQ

    14.822,50
    +57,75 (+0,39%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3410
    -0,0016 (-0,03%)
     

Inflação em alta e queda na renda deixam consumo das famílias estagnado no 2º trimestre

·2 minuto de leitura
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 03.06.2021: Movimentação no Morumbi Shopping. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 03.06.2021: Movimentação no Morumbi Shopping. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Motor da economia brasileira, o consumo das famílias ficou estagnado (0%) no segundo trimestre, em relação aos três meses iniciais deste ano. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O consumo das famílias é o principal componente do PIB (Produto Interno Bruto) sob a ótica da demanda, respondendo por cerca de 60% do cálculo do indicador.

Após três meses de suspensão, o auxílio emergencial voltou a ser pago no país no começo do segundo trimestre, em abril. Mesmo com a redução nos valores e no número de beneficiários, a retomada do benefício foi vista por analistas como um incentivo ao consumo à época.

A inflação e as dificuldades de renda, por outro lado, diminuem o poder de compra dos brasileiros. A dupla acabou prejudicando o consumo entre abril e junho, destacou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

A inflação vem sendo puxada nos últimos meses por combustíveis e pela energia elétrica, que ficou mais cara com a crise hídrica.

Enquanto isso, a renda do trabalho segue fragilizada. Na terça-feira (1º), o IBGE informou que o rendimento real habitual (R$ 2.515) dos trabalhadores caiu 3% frente ao trimestre anterior. A massa de rendimento, que soma os salários, teve variação negativa de 0,6%.

“O consumo das famílias ficou estável. Tem coisas favoráveis, como a continuidade de programas de apoio do governo federal. Por outro lado, apesar da melhora na ocupação no mercado de trabalho, ainda temos efeitos negativos sobre a massa salarial, o que afeta o consumo das famílias, e o aumento da inflação”, frisou Rebeca.

“O consumo das famílias tem um peso muito grande na economia brasileira. O consumo pode ser ajudado por outros fatores, mas, até pelo seu peso, a trajetória do PIB não descola tanto dele”, acrescentou.

O IBGE também informou nesta quarta, na divulgação do PIB, que os investimentos produtivos na economia brasileira, medidos pelo indicador FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), caíram 3,6% no segundo trimestre.

O PIB sob a ótica da demanda contempla ainda exportações, importações e consumo do governo.

As exportações avançaram 9,4% entre abril e junho. Na teoria, o dólar alto incentiva os embarques.

Já as importações, que ficam mais caras com a moeda americana em patamar elevado, tiveram queda de 0,6% no segundo trimestre.

Por fim, o consumo do governo cresceu 0,7% no mesmo período.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos