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Inflação e lucro distante desanimam investidores de rodovias

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*ARQUIVO* MARTINÓPOLIS, SP, 08.08.2019 - Imagem em dupla exposição da rodovia Assis Chateaubriand, na altura do distrito de Guachos, em Martinópolis (SP). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*ARQUIVO* MARTINÓPOLIS, SP, 08.08.2019 - Imagem em dupla exposição da rodovia Assis Chateaubriand, na altura do distrito de Guachos, em Martinópolis (SP). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A disparada da inflação, que encarece os insumos da construção, e uma distante perspectiva de lucros ameaçam a realização dos leilões das rodovias estaduais de Minas Gerais, São Paulo e Paraná previstos para este ano e que tentam atrair cerca de R$ 55 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

Diante das incertezas, Minas Gerais decidiu adiar o certame de um novo anel viário para retirar o tráfego de cargas da região urbana. O leilão estava previsto para ocorrer em duas semanas.

São Paulo, que também pretende licitar um rodoanel, ainda mantém a data para 28 de abril, mas avalia a possibilidade de adiamento.

As obras rodoviárias em São Paulo e Minas devem exigir investimentos de R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, respectivamente.

Na quarta-feira (13), o Rio Grande do Sul decidiu arriscar e leiloou 270 km de vias. O Consórcio Integrasul levou os 271,5 km das rodovias RS-122 e RS-240, no vale do Caí, que fazem parte do Bloco 3 do Programa de Parcerias do Governo do Rio Grande do Sul.

Com o resultado, o governo garantiu R$ 3,4 bilhões em investimentos por 30 anos. A operação serviu de teste para os demais projetos de concessão.

No Paraná, cerca de 4.000 km de vias devem ser concedidas ainda neste ano. Essas vias, no entanto, foram qualificadas dentro do PPI (Programa de Parcerias de Investimento) do governo federal. Somente elas devem atrair R$ 44 bilhões em investimentos, tanto para duplicação quanto para manutenção das existentes.

Essas vias foram agrupadas em seis blocos e, atualmente, o modelo de concessão está sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União). O leilão está previsto para o segundo semestre deste ano.

Segundo consultores que assessoram grupos de investidores interessados nos projetos, há muita incerteza. A inflação da construção já ultrapassa 30% contra os 11,30% do IPCA acumulado até abril. A tendência é de alta diante do aumento do preço do insumo asfáltico (derivado de petróleo) e do aço.

Além disso, os juros elevados fecham as portas do crédito de longo prazo para o financiamento desses investimentos.

Muitos desses grupos preferem concentrar investimentos nos projetos federais, que já possuem pedágios construídos. Os estudos de demanda (tráfego) realizados já levaram as praças de cobrança em consideração.

Nas rodovias estaduais, essas praças terão de ser construídas. Ainda segundo os consultores, os interessados terão de investir primeiro para faturar depois, enquanto nas vias federais esses grupos já começam gerando receitas de pedágio.

Outro ponto desfavorável é o modelo de leilão. A maior parte dos projetos prevê descontos nos pedágios. Vence o grupo que oferecer o maior desconto, o que reduz ainda mais sua margem de receita futura.

Por isso, o governo federal avalia que o programa estadual de concessões não deverá prejudicar os leilões previstos até o final do mandato de Jair Bolsonaro (PL).

Além da questão financeira, há ainda o componente político para a redução de novos entrantes no mercado. O governo Bolsonaro trouxe muita confusão regulatória diante de um aparelhamento das agências, segundo consultores.

"Como resultado dessa instabilidade regulatória, vemos poucos grupos, especialmente estrangeiros, interessados nesses projetos, mesmo com a taxa de câmbio favorável [dólar forte]", diz o sócio da consultoria de negócios Inter.B, Claudio Frischtak.

Essas dúvidas fazem com que concessionários já atuantes no país ampliem seus domínios consolidando sua carteira de projetos em infraestrutura e logística.

No final do ano passado, somente duas concessionárias disputaram o leilão da NovaDutra, uma das principais vias do país que liga São Paulo e o Rio de Janeiro. A CCR, que administrava a rodovia desde 1996, renovou seu contrato ao vencer o leilão.

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