Inflação dos pobres segue mais alta em SP, diz Dieese

A inflação para os paulistanos de menor renda voltou a ser mais significativa do que a da média e também superar à verificada para a população de maior renda em outubro. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por meio do Índice do Custo de Vida (ICV) do mês passado, mostra que a variação média do ICV foi de 0,81%, ante 0,42% em setembro, em São Paulo. O índice específico para os mais pobres ficou em 1,09% em outubro, enquanto o indicador que mede o custo de vida dos mais ricos ficou em 0,70%.

Além do ICV geral, o Dieese calcula mensalmente mais três indicadores de inflação, conforme os estratos de renda das famílias da cidade. O primeiro grupo corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49); e o segundo contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17). Já o terceiro reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90).

Todos os estratos tiveram aceleração na passagem de setembro para outubro, de acordo com o instituto, assim como no dado geral (0,81%). O índice que apura a inflação dos paulistanos com salários mais baixos foi o que mostrou a maior diferença, de 0,52 ponto porcentual, em relação aos demais, ao passar de 0,57% para 1,09%. A inflação para o estrato intermediário passou de 0,51% para 0,94% e a do terceiro estrato, de 0,35% para 0,70%.

Os preços elevados dos alimentos, que deixaram o ICV geral maior em outubro frente ao mês anterior, também pressionaram os gastos das famílias com menor poder aquisitivo. No período, o grupo Alimentação teve inflação de 2,22%, com impacto de 0,86 ponto porcentual no estrato dos menos abonados. Para as famílias paulistanas com renda média na casa de R$ 900, a inflação dos alimentos foi de 2,09% com contribuição de 0,73 ponto, enquanto para os mais endinheirados foi de 1,80%, com efeito foi de 0,46 ponto.

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