Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.591,41
    -172,20 (-0,17%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.435,45
    +140,62 (+0,29%)
     
  • PETROLEO CRU

    112,03
    +2,46 (+2,25%)
     
  • OURO

    1.820,90
    -3,90 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    20.230,00
    -673,97 (-3,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    439,99
    -10,08 (-2,24%)
     
  • S&P500

    3.821,55
    -78,56 (-2,01%)
     
  • DOW JONES

    30.946,99
    -491,27 (-1,56%)
     
  • FTSE

    7.323,41
    +65,09 (+0,90%)
     
  • HANG SENG

    22.418,97
    +189,45 (+0,85%)
     
  • NIKKEI

    27.049,47
    +178,20 (+0,66%)
     
  • NASDAQ

    11.681,25
    -359,25 (-2,98%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5357
    -0,0084 (-0,15%)
     

Inflação desacelera para 0,47% em maio

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 27.04.2022 - Consumidores fazem compras em supermercado de São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 27.04.2022 - Consumidores fazem compras em supermercado de São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou para 0,47% em maio, informou nesta quinta-feira (9) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A variação veio abaixo das expectativas do mercado financeiro. Na mediana, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 0,6%.

Em abril, mês imediatamente anterior, o IPCA havia subido 1,06%, maior variação para o mês desde 1996.

Com a entrada dos novos dados, a inflação chegou a 11,73% no acumulado de 12 meses até maio. Nessa base de comparação, a alta havia sido de 12,13% até abril.

Oito grupos têm alta no mês Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram avanço de preços em maio. A maior variação veio do ramo de vestuário. A alta foi de 2,11%, com 0,09 ponto percentual de contribuição no IPCA mensal.

O maior impacto entre os grupos (0,30 ponto percentual) veio do segmento de transportes, que subiu 1,34%, menos do que em abril (1,91%).

No caso dos transportes, a alta foi puxada pelas passagens aéreas, que aceleraram para 18,33% em maio. A alta em abril havia sido de 9,48%.

As passagens aéreas responderam pelo maior impacto positivo individual no IPCA do mês (0,08 ponto percentual), ao lado de produtos farmacêuticos, que subiram 2,51% e registraram a mesma contribuição (0,08 ponto percentual). Os produtos farmacêuticos fazem parte do grupo saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,01%.

"Vale fazer uma ressalva de que a coleta das passagens aéreas é feita dois meses antes. Neste caso, os preços das passagens aéreas foram coletados em março para viagens que seriam realizadas em maio", afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

"A alta deve-se a dois fatores: elevação dos custos devido ao aumento nos preços dos combustíveis e pressão de demanda, com o aumento do consumo, após um período de demanda reprimida por serviços, especialmente aqueles prestados às famílias. Isso impacta, também, alimentação fora do domicílio e itens de cuidados pessoais", acrescenta.

No caso dos produtos farmacêuticos, foi autorizado em abril um reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos. Esse reajuste pode ter sido aplicado pelos varejistas de forma gradual, segundo o IBGE.

O grupo de alimentos e bebidas também desacelerou. A alta foi de 0,48% em maio, após variação de 2,06% em abril.

O único grupo a apresentar queda de preços no mês passado foi habitação (-1,70%), contribuindo com um impacto de -0,26 ponto percentual no IPCA do mês.

Disparada ao longo da pandemia A escalada da inflação ganhou forma ao longo da pandemia devido a uma combinação de fatores.

Entre eles, estão a escassez de insumos, a alta dos preços de alimentos e energia com o clima adverso e o avanço do dólar em meio a turbulências políticas do país.

No primeiro semestre deste ano, houve o impacto adicional da Guerra da Ucrânia. O conflito provocou aumento do petróleo e de commodities agrícolas no mercado internacional, o que pressiona preços de combustíveis e comida no Brasil.

Para tentar conter o IPCA, o BC (Banco Central) vem aumentando os juros, o que dificulta o consumo das famílias e encarece os investimentos produtivos de empresas.

O IPCA está em dois dígitos no acumulado de 12 meses desde setembro do ano passado. Assim, caminha para estourar a meta de inflação perseguida pelo BC pelo segundo ano consecutivo.

Em 2022, o centro da medida de referência é de 3,50%. O teto é de 5%.

Lista **** Preocupação para o governo Com a proximidade das eleições, a escalada da inflação virou dor de cabeça para o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A carestia dos combustíveis e alimentos é vista por membros da campanha de Bolsonaro como principal obstáculo para a reeleição.

O presidente, incomodado com a situação, anunciou na segunda-feira (6) um pacote de medidas para tentar reduzir o preço dos combustíveis. As iniciativas valeriam até o fim do ano, mas despertam incertezas em relação ao impacto fiscal e dependem da aprovação do Congresso Nacional.

Em um cenário de juros maiores, economistas avaliam que a inflação tende a desacelerar no acumulado de 12 meses até dezembro. Contudo, a perspectiva ainda é de IPCA alto.

Não à toa, as estimativas de inflação vêm sendo revisadas para cima nos últimos meses. Na mediana, o mercado financeiro projeta IPCA de 8,89% até dezembro, de acordo com a edição mais recente do boletim Focus, divulgada na segunda-feira pelo BC.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos