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Inflação desacelera em janeiro com taxa de 0,25%, diz IBGE

DIEGO GARCIA E ISABELA BOLZANI
·4 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A taxa de inflação em janeiro foi de 0,25%, divulgou nesta terça (9) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O dado representa uma desaceleração em relação às elevações observadas nos meses anteriores e que colocaram o mercado em alerta. O dado veio abaixo da expectativa do mercado. Segundo a Bloomberg, analistas esperavam uma alta de 0,31% no mês. O freio na escalada da taxa veio sobretudo da energia elétrica, que registrou queda de 5,6% em janeiro com a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela. Em dezembro, quando a bandeira tarifária estava vermelha, o item havia subido 1,35%. Dessa forma, em janeiro o consumidor passou a pagar menos por eletricidade: um adicional de R$ 1,343 por 100 quilowatts-hora, enquanto no mês anterior esse acréscimo era de R$ 6,243. Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, explicou que a mudança tarifária provocou uma deflação de 1,07% no grupo habitação, que contém o item energia elétrica. "Isso aconteceu mesmo com a alta em outros componentes, como o gás encanado (0,22%) e a taxa de água e esgoto (0,19%)”, afirmou Kislanov. O grupo de alimentos, por outro lado, continua o principal responsável pela alta de preços, mas com menor intensidade em janeiro do que o registrado no segundo semestre de 2020. O grupo alimentação e bebida registrou alta de 1,02% no mês. A influência foi bem menor do que em dezembro (1,74%), o que indica também uma desaceleração dos preços nesse grupo, que vinha sendo pressionados pela alta demanda provocada pelo auxílio emergencial. O benefício se encerrou em dezembro do ano passado, com saque de parcelas residuais ao longo de janeiro. Um novo programa de auxílio está sendo estudado pelo governo. De acordo com o IBGE, o benefício ajudou a sustentar o preço dos alimentos em 2020. "Esse recurso nas famílias de menor renda é destinado para itens essenciais, como os alimentícios", destacou Kislanov. Em janeiro de 2021, os principais destaques no grupo de alimentos foram as altas na cebola (17,58%) e tomate (4,89%). Na outra ponta, recuaram os preços das carnes (-0,08%), leite longa vida (-1,35%) e óleo de soja (-1,08%). O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, afirmou nesta terça-feira (9) que apesar de a expectativa ser de que o preço dos alimentos não exerça tanta pressão na inflação deste ano, esse é um fator a ser monitorado. "Tudo depende do clima. Se o clima não ajudar, pode ser a pressão nos preços dos alimentos continue. A projeção do banco é que a inflação termine este ano entre 3% e 4%, mas ao longo do ano, esse número pode ser maior, podendo chegar a 6,5% em meados deste ano. E para evitar que a inflação dispare, o Banco Central deve começar a subir juros em março", disse Mesquita em evento promovido pelo Itaú. A estimativa do banco é que a taxa básica de juros encerre 2021 entre 3% e 3,5%. Julia Passabom, economista do Itaú, avalia que janeiro foi influenciado pelo resultado de componentes voláteis, como alimentos e energia elétrica, fora dos núcleos da inflação —os itens e produtos que indicam a tendência do IPCA, desconsiderando choques temporários. Outro item que teve alta no mês foram os planos de saúde (0,66%), que registrou sua maior inflação desde julho de 2019 (0,79%). De acordo com o IBGE, a alta resulta é resultado do reajuste dos planos que deveria ter ocorrido no ano passado, mas foi postergado para 2021 e diluído em 12 meses por determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A gasolina também voltou a influenciar o índice geral, com alta de 2,17%, enquanto o botijão de gás registrou inflação de 3,19%. ​ Nas últimas semanas, a Petrobras vem reajustando o preço de combustíveis e gás, o que inflienciou o índice. Segundo Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, os preços da gasolina devem estar entre os principais vilões da inflação de fevereiro. A expectativa dele é que o índice suba cerca de 0,75 ponto percentual no próximo mês. Para o economista, a evolução da taxa de inflação neste ano está condicionada à pauta do auxílio emergencial —o repasse foi um dos principais vetores da aceleração dos preços em 2020. Um valor inferior a R$ 600, no entanto, deve ajudar a conter o índice por se aproximar do que já é pago pelo Bolsa Família e caber dentro do Orçamento, avalia Sanchez. Como mostrou reportagem da Folha, o governo estudo três parcelas de R$ 200. Um montante maior, por outro lado, contribuiria com a alta de preços, diz ele. "Se vier um auxílio nos mesmos moldes observados no primeiro [programa, de R$ 600], o que é remoto, vamos ver processo inflacionário mais robusto. Se falarmos de algo mais módico, a inflação deverá reagir de maneira menos relevante", disse. Na análise regional, apenas 2 dos 16 locais pesquisados registraram deflação: Goiânia (-0,17%) e Belém (-0,03%). Já a maior inflação foi em Campo Grande, com alta de 0,53%, influenciada pelas altas no preço da gasolina e das taxas de água e esgoto.