Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.962,78
    +198,52 (+0,18%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.642,97
    -210,40 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    88,92
    -3,17 (-3,44%)
     
  • OURO

    1.794,90
    -20,60 (-1,13%)
     
  • BTC-USD

    24.016,71
    -270,00 (-1,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    570,34
    -20,42 (-3,46%)
     
  • S&P500

    4.297,14
    +16,99 (+0,40%)
     
  • DOW JONES

    33.912,44
    +151,39 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.509,15
    +8,26 (+0,11%)
     
  • HANG SENG

    20.040,86
    -134,76 (-0,67%)
     
  • NIKKEI

    28.871,78
    +324,80 (+1,14%)
     
  • NASDAQ

    13.684,00
    +106,25 (+0,78%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1737
    -0,0298 (-0,57%)
     

Inflação da Turquia pode atingir 88% em outubro, prevê Barclays

(Bloomberg) -- Uma das piores crises de inflação do mundo se aproximou de outro marco sombrio na Turquia e os esforços do governo para ajudar a população a lidar com as consequências só ameaçam piorar a situação.

A alta de preços está na casa dos dois dígitos quase sem interrupção desde o início de 2017, mas explodiu este ano para nível próximo da máxima em 25 anos, devido ao aumento dos custos de energia e outras commodities.

Os dados divulgados na segunda-feira mostraram que a inflação anual acelerou pelo 13º mês consecutivo, para 78,6% em junho, um aumento ligeiramente inferior ao previsto por economistas. Pressão adicional de alta veio dos preços de energia, que subiram 151,3% em relação ao ano anterior, enquanto a inflação de alimentos atingiu quase 94%.

“Supondo que não haja grande depreciação cambial no resto do ano”, a inflação anual pode atingir um pico de cerca de 88% em outubro na base anual e terminar o ano em 67%, disse o economista do Barclays, Ercan Erguzel, em um relatório.

Uma combinação de danos auto-infligidos e pressões de preços do exterior provocaram uma tempestade na Turquia que o Fundo Monetário Internacional estima que resultará na inflação mais alta do mundo este ano depois de Venezuela, Sudão e Zimbábue.

“É difícil dizer que o pior ficou para trás porque os preços ao consumidor continuam a se deteriorar”, disse Erguzel. “Outros indicadores também sugerem uma piora nas perspectivas de inflação.”

O banco central turco, que há pouco mais de dois meses previu que a inflação já poderia começar a desacelerar em junho, não aumentou as taxas de juros há mais de um ano após uma rodada de flexibilização monetária no final de 2021, respondendo apenas com medidas para esfriar os empréstimos ao consumidor.

As quedas da lira em relação ao dólar continuaram em junho, adicionando ao pior desempenho deste ano nos mercados emergentes, que está alimentando a inflação ao tornar os produtos importados mais caros.

A lira enfraqueceu ligeiramente após o relatório de inflação e estava sendo negociada em queda de 0,5% a 16,8347 em relação ao dólar, às 15h49 de Istambul. Se a moeda turca chegar a 25 por dólar até o final do ano, a inflação anual poderá atingir um pico de 97% em outubro, segundo o Barclays.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que acredita que custos de empréstimos mais baixos devem ajudar a reduzir a inflação, reconheceu o “fardo” para as pessoas das altas mais rápidas de preços.

Antes das eleições marcadas para junho próximo, seu governo na sexta-feira anunciou um aumento provisório do salário mínimo pela primeira vez em seis anos, elevando os salários em quase 30%. A Turquia já aumentou seu salário mínimo à taxa recorde de 50,5% em janeiro.

“O reajuste do salário mínimo no meio do ano pesará nas perspectivas de inflação no médio prazo. As medidas de aperto macroprudencial até agora tiveram um impacto muito limitado no crescimento dos empréstimos.”

Sob o comando anterior, o banco central havia alertado sobre um “choque positivo” na inflação a partir de aumentos do salário mínimo nominal. Seu relatório no ano passado indicou que o crescimento da inflação cheia é de um ponto percentual para cada aumento de 10% no salário mínimo.

Erdogan pediu paciência e disse na semana passada que a inflação vai desacelerar para níveis “razoáveis” de fevereiro a março do próximo ano.

“A indexação retroativa nos salários provavelmente afetará negativamente as perspectivas e expectativas de inflação”, disse Erguzel.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos