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Inflação da cesta básica dá trégua em maio, mas sobe quase 27% em 12 meses

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*ARQUIVO* São Paulo, SP, 21.02.2019 - Cédulas de real. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, 21.02.2019 - Cédulas de real. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O índice de inflação da cesta básica no Brasil teve queda de 0,71% em maio, aponta estudo de professores do curso de economia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

Foi a primeira baixa do indicador desde dezembro do ano passado. A trégua veio após a inflação da cesta básica disparar 5,27% em março e 5,55% em abril.

Os avanços acima de 5% haviam ocorrido em um contexto de custos elevados para produção de alimentos, restrições de oferta em razão do clima adverso e alta de commodities agrícolas devido à Guerra da Ucrânia.

Mesmo com o alívio mensal, a inflação da cesta básica ainda ronda os 27% no acumulado de 12 meses, prejudicando principalmente os mais pobres, que têm menos condições financeiras para enfrentar a carestia.

No acumulado até maio, a alta dos preços foi de 26,75%, segundo o estudo da PUCPR. Nessa base de comparação, o avanço até abril era de 28,90%.

A cesta básica também continua distante do índice geral de inflação no Brasil, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Até maio, o IPCA subiu 11,73% em 12 meses.

"A desaceleração dos preços é uma boa notícia, mas a cesta básica permanece acima de 25% em 12 meses, com alta de quase 27%. É mais do que o dobro do IPCA. Os preços seguem pressionados", afirma o economista Jackson Bittencourt, coordenador do curso de economia da PUCPR.

O estudo da universidade tem como base os dados de inflação de 13 alimentos dentro do IPCA, que é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Tomate cai 23,72% no mês Segundo Bittencourt, as quedas nos preços do tomate (-23,72%) e da banana prata (-4,24%) ajudaram o índice da cesta básica a recuar 0,71% em maio. A batata-inglesa (-3,94%) também teve baixa.

Além disso, a carne (contrafilé) ficou praticamente estável, com leve variação negativa de 0,07%.

"O que aconteceu foi o impacto nos preços do aumento da oferta de alguns produtos agrícolas, como é o caso do tomate", diz o professor.

"A oferta teve recomposição após os efeitos do clima, e o preço elevado atraiu outros produtores", completa.

Por outro lado, os maiores aumentos da cesta básica em maio foram constatados nos seguintes produtos: feijão-carioca (7,31%), leite longa vida (4,65%) e farinha de mandioca (2,47%).

O estudo passou a ser divulgado pela PUCPR ao longo do segundo semestre do ano passado. Os registros da série tiveram início em setembro.

À época, a inflação da cesta era de 15,96% no acumulado de 12 meses. O IPCA estava em 10,25% na ocasião.

De acordo com Bittencourt, é provável que os alimentos sigam em patamar elevado nos próximos meses, mas em processo de desaceleração após os choques do começo do ano. "Os preços vão continuar altos, mas a subida deve ser menos intensa", afirma.

Café acumula alta de 67,01% No acumulado dos últimos 12 meses, os maiores aumentos na cesta básica foram verificados no café moído (67,01%), no tomate (55,62%), na batata-inglesa (54,30%), no açúcar cristal (31,46%) e no óleo de soja (31,25%).

Leite longa vida (29,28%), margarina (23,96%), banana prata (23,60%) e feijão-carioca (19,03%) também dispararam. A única queda de preços dentro da cesta foi registrada pelo arroz (-10,27%).

Com a inflação persistente e as dificuldades no mercado de trabalho, o Brasil passou a acumular cenas de pessoas em busca de doações de comida e até de restos de alimentos durante a pandemia.

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