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Inflação da baixa renda desacelera em janeiro, diz Ipea

DIEGO GARCIA
·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A inflação desacelerou para todas as faixas de renda do Brasil em janeiro. O movimento foi mais intenso entre as faixas de renda mais pobres, segundo estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta sexta-feira (12). A inflação para esta faixa recuou de 1,58% em dezembro para 0,21% em janeiro, de acordo com o instituto. Segundo os critérios do Ipea, as famílias de renda mais baixa são aquelas com rendimentos domiciliares mensais menores que R$ 1.650,00. Já os mais ricos engloram famílias com renda superior a R$ 16.509,66. A desacelreção decorre principalmente da queda nos preços de energia elétria e vestuário, que compensaram a pressão ainda forte exercida pelos preços dos alimentos --principal vilão da inflação em 2020. Entre os mais ricos, por outro lado, o alívio proporcionado pela queda nos preços de energia elétrica não teve um impacto tão forte, diante da alta dos preços da gasolina. Assim, a desaceleração da inflação nas classes de renda mais passou de 1,05% em dezembro para 0,29% em janeiro. Entre os mais pobres, a deflação do grupo habitação foi de 0,24%, influenciada por retração de 5,60% nas tarifas de energia elétrica, o que compensou as altas observadas no aluguel (0,55%) e botijão de gás (3,19%). Já os itens de vestuário recuaram 0,01%, com quedas nas roupas femininas (-0,32%) e nos calçados (-0,40%). No segmento de alimentação, houve recuos entre dezembro e janeiro nos preços de arroz (de 3,84% para 0,24%), carnes (de 3,58% para -0,08%), frango (2,75% para -0,07%), leite (157% para -1,35%) e óleo de soja (4,99% para -1,08%). Apesar da desaceleração nesses subitens, a inflação do grupo alimentos e bebidas foi de 0,26% entre os mais pobres. Os alimentos em domicílio são o grupo de maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres e explicam a pressão inflacionária entre esse segmento de renda. O estudo mostrou que a inflação em 12 meses das famílias mais ricas (2,9%) continua bem abaixo do que vem sendo observado no segmento mais pobre da população (6,20%).