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Inflação bate 7% em agosto na Argentina e acumula 56,4% desde janeiro

Os preços no varejo subiram 7% em agosto na Argentina e acumulam alta de 56,4% desde janeiro, indicadores que se situam entre os mais altos do mundo, segundo dados publicados nesta quarta-feira (14) pelo estatal Instituto de Estatísticas e Censos (Indec).

O nível geral do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou um aumento de 78,5% na comparação interanual.

O aumento do custo de vida está descontrolado, apesar das medidas extraordinárias adotadas pelo governo, como controlar a taxa de câmbio por sua incidência inflacionária ou elevar a taxa básica de juros do Banco Central a 69,5% em agosto.

Quando assumiu no mês passado, o ministro da Economia, Sergio Massa, anunciou que o combate à inflação é seu maior desafio.

Entre outras decisões, ele pôs freio na emissão de moeda e reduziu drasticamente os subsídios aos serviços públicos.

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, que se reuniu com Massa em Washington esta semana, afirmou na terça-feira que "os problemas que a Argentina enfrenta são muito significativos. E a inflação está no topo da lista".

A sondagem de expectativas das 30 maiores consultorias e bancos do país estabeleceu uma estimativa média de aumento anual do IPC de 95%, segundo o último boletim mensal do Banco Central (autoridade monetária).

Os maiores aumentos de preços em agosto foram registrados nos setores de vestuário e calçados (9,9%), bens e serviços variados (8,7%), e equipamento e manutenção do lar (8,4%).

A terceira economia da América Latina tem indicadores de inflação alta há anos. Em 2021, o aumento do IPC situou-se em 50,9%.

A situação se agravou com as pressões inflacionárias desatadas pela guerra na Ucrânia, segundo o governo e as consultorias econômicas.

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