Mercado fechado
  • BOVESPA

    125.052,78
    -1.094,22 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.268,45
    +27,95 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,88
    -0,19 (-0,26%)
     
  • OURO

    1.798,90
    -2,90 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    38.046,05
    +3.955,93 (+11,60%)
     
  • CMC Crypto 200

    904,42
    +110,69 (+13,95%)
     
  • S&P500

    4.411,79
    +44,31 (+1,01%)
     
  • DOW JONES

    35.061,55
    +238,15 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.027,58
    +59,28 (+0,85%)
     
  • HANG SENG

    27.321,98
    -401,82 (-1,45%)
     
  • NIKKEI

    27.961,26
    +413,26 (+1,50%)
     
  • NASDAQ

    15.098,50
    +0,50 (+0,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1187
    -0,0029 (-0,05%)
     

Inflação atinge todas as faixas de renda

·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A inflação atingiu todas as faixas de renda do país no mês de setembro, informou estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quarta-feira (14). Mas vem sendo mais acentuada entre a faixa de população mais pobre, que subiu 0,98%, enquanto os mais ricos tiveram crescimento na proporção de 0,29%. A alta expressiva no preço dos alimentos em domicílio que vem ocorrendo desde março, início da pandemia da Covid-19 no Brasil, segue prejudicando as famílias mais vulneráveis. Nos nove primeiros meses do ano, a inflação acumulada é de 2,5% entre os mais pobres, bem maior do que os 0,2% registrados entre a faixa mais rica da população. De acordo com o Ipea, no acumulado em 12 meses, todas as faixas de renda apresentam trajetória de inflação em aceleração. Mas a pressão vem sendo maior no segmento de renda mais baixo, intensificado por um cenário de alta de preços maior entre as famílias mais vulneráveis. "De fato, de outubro de 2019 a setembro de 2020, a inflação da classe de renda muito baixa é de 4,3%, bem acima da registrada pela faixa de renda mais alta (1,8%)", afirma o Ipea. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a pressão foi maior entre os mais pobres, passando de deflação de 0,10% para alta de 0,98% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Entre a classe mais rica, o avanço foi menos significativo, de 0,27 ponto percentual. O grupo mais vulnerável engloba famílias com rendimentos domiciliares mensais menores que R$ 1.650,00. O outro considera vencimentos maiores que R$ 16.509,66. Em setembro de 2020, a inflação foi de 0,98% entre as famílias de renda mais baixa e 0,29% entre os mais abastados. Os alimentos em domicílio são o grupo que faz o maior peso na cesta de consumo das famílias pobres e explicam a pressão inflacionária entre esse segmento de renda. Esse segmento teve alta de 9,2% nos primeiros nove meses do ano, impulsionado pelas altas do arroz (41%), feijão (34%), leite (30%) e óleo de soja (51%). Os cálculos do Ipea apontam que quase 75% da inflação entre os mais pobres é explicado pela variação do grupo alimentação e bebidas. Em menor intensidade, também contribui a alta em habitação, influenciadas pelo aumento de materiais de limpeza (1,4%) e do gás de botijão (1,6%). Entre as famílias de renda mais alta, a desaceleração dos preços dos serviços vem funcionando como um alívio, especialmente pelas quedas de 55% das passagens aéreas, de 9% nos preços de hospedagem e de 1,7% das mensalidades das creches. O recuo nos planos de saúde (-2,3%) ainda ajudou a atenuar a pressão vinda de alimentos e gasolina (2%).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos