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Inflação argentina sobe 2,2% em junho

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Mulher participa de protesto contra as políticas sanitárias de contenção da COVID-19 do presidente Alberto Fernández em Buenos Aires, 9 de julho de 2020
Mulher participa de protesto contra as políticas sanitárias de contenção da COVID-19 do presidente Alberto Fernández em Buenos Aires, 9 de julho de 2020

O índice de preços ao consumidor na Argentina aumentou 2,2% em junho em relação a maio e acumulou desde janeiro um aumento de 13,6%, em meio ao forte freio à atividade econômica causado pelo coronavírus, informou nesta quarta-feira o instituto de estatística Indec.

A inflação acumulada nos últimos doze meses foi de 42,8%, o que evidencia um freio de alta no custo de vida que era de 53,8% em 2019.

O maior aumento de preços ocorreu na categoria de roupas e calçados (6,6%), seguido de recreação e cultura (4,2%) e equipamentos e manutenção de casas (4,1%). Aqueles com o menor aumento foram bens e serviços diversos (0,3%) e educação (0,4%). O setor de alimentos e bebidas não alcoólicas teve um aumento de 1%.

É o segundo mês consecutivo com desaceleração no aumento dos preços dos alimentos, após registrar um aumento de 3,2% em abril.

A Argentina passa por um isolamento social obrigatório estabelecido em 20 de março para impedir a circulação do novo coronavírus, que já dura quase 120 dias e ainda está em vigor.

Além disso, as tarifas dos serviços públicos foram temporariamente congeladas e há um controle cambial.

Em 2019, a inflação atingiu 53,8%, uma das mais altas do mundo, com economia em recessão e queda de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB).

O Fundo Monetário Internacional estima para a Argentina um recuo de 9,9% do PIB este ano devido à contração da atividade pela pandemia de COVID-19.

Em fevereiro, antes da quarentena, os principais bancos e consultorias da Argentina esperavam um aumento de 40% nos preços ao consumidor em 2020, com uma queda de 1,2% no PIB, de acordo com uma pesquisa de expectativas do Banco Central.