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Inflação ao motorista é a maior em 21 anos e equivale ao dobro da inflação geral

·2 min de leitura

Populares já diziam que ter um carro é o mesmo que ter um filho, tamanho é o gasto de manutenção desse bem. Porém, usar o veículo tem se transformado em um privilégio para poucos. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) mostrou que a inflação para os motoristas corresponde a quase o dobro da inflação geral nos últimos 12 meses, atingindo 18,46%. É o maior índice para o grupo desde 2000.

Quem frequenta os postos sabe a angústia de ver o contador da bomba subir indefinidamente enquanto enche o tanque. No Rio de Janeiro, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, na última semana, o litro da gasolina é encontrado por até R$ 7,399. Desde novembro do ano passado, esse combustível já subiu 40,46%. O etanol ainda supera, com aumento de 64,45% no período. Até mesmo o GNV, opção para quem quer economizar, teve acréscimo significativo, com preço ajustado em 37,11% nos últimos 12 meses.

Confira:

O pesquisador do IBRE Matheus Peçanha diz que o barril de petróleo tem subido de preço por causa da política da OPEP de restrição na produção. Outro fator que impacta a gasolina, o diesel e o GNV é a desvalorização cambial. O etanol, por sua vez, sofreu aumentos após a produção de cana-de-açúcar ter a sua produção afetada pela estiagem — que já dura mais de um ano — e pelas geadas do inverno passado.

— Num curto prazo, vai ser bem difícil que isso se reverta, apesar de o governo estar se debruçando em várias manobras para tentar estabilizar os preços. Os combustíveis só devem parar de subir no meio do ano que vem — sugere Peçanha: — Ainda vamos entrar em corrida eleitoral, o que pode fazer o câmbio explodir. Talvez apenas o etanol fique mais rentável porque esse verão tende a normalizar a produção de cana-de-açúcar.

O mercado de compra e vendas também está inflado. Um automóvel novo sai, em média, 11,27% mais caro, enquanto uma motocicleta nova está 7,85%. Isso é por causa da alta e da escassez das matérias primas usadas para a produção. Peças e acessórios registram uma inflação de 12,06%. Até quem precisa fazer um reparo no seu veículo está sofrendo.

Esse movimento tem reflexos no mercado secundário: automóveis usados saem 8,44% mais caro na comparação dos últimos 12 meses.

— Isso gera um efeito cascata enorme. Com menos produção, menos carros novos, o pessoal corre para os usados, e o preço sobe. Tem muita gente vendendo o carro por um preço maior do que pagou há dois anos — comenta o economista: — Um ativo que normalmente se deprecia está se valorizando. É uma lógica inversa. Quem quer parar de usar carro, pode aproveitar o momento para vender bem. Mas se for para comprar outro, não é tão vantajoso.

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