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Inflação do aluguel desacelera em junho; alta em 12 meses é de 35,75%

·4 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), conhecido como a inflação do aluguel, desacelerou e subiu 0,60% em junho, informou nesta terça-feira (29) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Em 12 meses, o índice acumula variação de 35,75%, abaixo dos 37,04% registrado até maio.

Analistas ouvidos pela Bloomberg protejavam que o IGP-M ficasse em 1% em junho, batendo 36,28% no acumulado em 12 meses.

Segundo a FGV, a desaleração era prevista e ocorre devido à combinação da valorização do real e o recuo dos preços de commodities negociadas em dólar, como minério, soja e milho.

O IGP-M de junho terá efeito nos contratos de locação com vencimento em julho. Nos casos em que os proprietários decidam aplicar integralmente a variação, o primeiro pagamento reajustado será em agosto. Um aluguel de R$ 2.000 passará a R$ 2.715, com o IGP-M atual.

O IGP-M é conhecido também com a inflação do aluguel, pois é o índice mais usado nos contratos de locação - Adriano Vizoni-26.jun.20/Folhapress

A trajetória de alta do IGP-M teve início do segundo semestre do ano passado, em decorrência, principalmente, de matérias-primas brutas que são negociadas em dólar.

O descolamento do índice em relação à inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) aqueceu debates quanto a ser o IGP-M o melhor indexador para os contratos de locação, uma vez que a maior parte da composição dele refere-se aos preços no atacado.

O INCC (Índice Nacional de Custos das Construção Civil), que acumula alta de 16,88% em 12 meses até junho, responde por apenas 10% do IGP-M.

O restante é distribuído pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%, e pelo IPA (ìndice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%.

O cenário de moeda desvalorizada e retomada da atividade econômica em países compradores de commodities brasileiras, como é o caso da China e dos Estados Unidos, melhoraram as condições para exportação, pressionando os preços no mercado interno.

Com isso, o IPA acumula alta de 47,53% em um ano –ele chegou a passar dos 50% até o mês passado.

De uma variação mensal de 5,23%, em maio, esse índice avançou 0,42% em junho, influenciado principalmente pelas matérias-primas brutas, que registraram queda de 1,28%. Em maio, esses produtos haviam tido alta de 10,15%.

Os recuos mais importantes vieram de minério-ferro (-3,04%), soja em grão (-4,71%) e milho em grão (-5,50%). No mês anterior, esses itens variaram, respectivamente, 20,64%, 3,74% e 10,48%.

Ainda no IPA, produtos como leite in natura, bovinos e aves registraram aceleração nos preços em relação ao mês anterior, com altas de 6,20%, 1,19% e 4,96%. A carne bovina também ficou 2,56% mais cara.

No IPC, cuja composição é mais parecida com o IPCA, as principais influências positivas vieram de gasolina (2,72%), tarifa de energia elétrica residencial (3,30%) e etanol (9,92%).

EFEITO DO ÍNDICE NOS CONTRATOS DE LOCAÇÃO

O IGP-M ainda é a principal referência para os contratos de aluguel, sejam eles residenciais ou comerciais. A alta muito superior à inflação oficial a partir do ano passado levou administradoras de imóveis como Lello e Quinto Andar a oferecer a possibilidade de utilizar o IPCA como o indexador padrão dos contratos.

A lei do inquilinato estabelece a obrigação de os contratos preverem um índice de correção, mas não define qual. O IGP-M, em relação aos outros indicadores de inflação disponíveis, tem a vantagem de ser divulgado sempre alguns dias antes de o mês terminar, permitindo a antecipação do cálculo dos reajustes a serem aplicados.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados tenta fixar o IPCA como o índice padrão. A proposta está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para quem está com contrato próximo do vencimento, a recomendação de entidades como Secovi-SP (sindicato da habitação) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) é para o inquilino tentar negociar com o proprietário. Aos donos de imóveis, a sugestão é privilegiar locatários com bom histórico de pagamento.

Nos contratos comerciais, lojistas têm relatado mais dificuldades nas negociações, o que levou muita gente a discutir os índices na Justiça.

No segmento residencial, segundo pesquisa de locação do Secovi-SP, a variação de preços em 12 meses está em 3,54% em 12 meses até maio. A entidade projeta alta para os próximos meses.

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