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Inflação do aluguel acumula alta de 32,02% em 12 meses

FERNANDA BRIGATTI
·2 minuto de leitura
*arquivo* São Paulol, SP , BRASIL- 26-08-2015: Vista do bairro de Perdizes, zona Oeste de São Paulo. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*arquivo* São Paulol, SP , BRASIL- 26-08-2015: Vista do bairro de Perdizes, zona Oeste de São Paulo. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) subiu 1,51% em abril, informou nesta quinta (29) a FGV (Fundação Getúlio Vargas). A inflação do aluguel, como o indicador é conhecido, acumula alta de 32,02% em 12 meses, a maior variação acumulada desde março de 2003.

A variação mensal é a maior para meses de abril desde 1995, quando chegou a 2,10%. A expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de que a variação mensal ficasse em 1,34%, chegando a 31,8% em 12 meses.

O resultado do mês mostra uma desaceleração do índice devido à menor pressão do câmbio. Em março, o IGP-M havia registrado alta de 2,94%, a maior para o mês desde o início do plano Real, em julho de 1994.

A variação de preço dos combustíveis, principal influência no mês anterior, subiu menos em abril, levando a uma alta menor nos índices de compõem o IGP-M.

A desaceleração já era vista na 2ª prévia de abril, quando a variação do índice havia sido de 1,17%, menor do que os 2,98% no mesmo período em março.

A inflação divulgada pela FGV nesta quinta terá efeito sobre os contratos de locação com vencimento em maio. O IGP-M é o índice padrão nos aluguéis em todo o país, mas os proprietários podem optar por aplicar um reajuste menor. Caso decidam corrigir integralmente o contrato, um aluguel de R$ 2.000 passaria a R$ 2.640,40 no mês de junho.

Segundo a pesquisa de locação do Secovi (sindicato da habitação), os donos de imóveis têm adiado a aplicação dos aumento. Nos 12 meses até março, o aumento médio ficou em 1,26%. Enquanto o IGP-M mensal variou 2,96%, os aluguéis em São Paulo oscilaram 0,05%.

"Os dados comprovam a estabilidade nos novos contratos de locação, resultado das renegociações entre proprietários e inquilinos, que vêm ocorrendo desde o início da pandemia, o que tem sido extremamente positivo para o mercado", diz Adriano Sartori, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, em nota.