Mercado abrirá em 2 h 26 min
  • BOVESPA

    100.774,57
    -1.140,88 (-1,12%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.007,16
    +308,44 (+0,62%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,89
    +1,32 (+2,01%)
     
  • OURO

    1.771,90
    -12,40 (-0,69%)
     
  • BTC-USD

    56.892,27
    -93,21 (-0,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.447,75
    -21,33 (-1,45%)
     
  • S&P500

    4.513,04
    -53,96 (-1,18%)
     
  • DOW JONES

    34.022,04
    -461,68 (-1,34%)
     
  • FTSE

    7.134,26
    -34,42 (-0,48%)
     
  • HANG SENG

    23.788,93
    +130,01 (+0,55%)
     
  • NIKKEI

    27.753,37
    -182,25 (-0,65%)
     
  • NASDAQ

    15.988,00
    +118,25 (+0,75%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4085
    -0,0383 (-0,59%)
     

Inflação acumulada é maior para famílias com salários menores

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019  - Still de mão segurando cédulas de real, moeda oficial brasileira. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019 - Still de mão segurando cédulas de real, moeda oficial brasileira. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Famílias com renda menor são atingidas por uma inflação acumulada maior, acima de 10% em 12 meses, indica novo estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgado nesta terça-feira (9).

O quadro preocupa porque a camada da população com salários inferiores tem menos condições financeiras para lidar com a carestia de itens básicos para o seu bem-estar, como alimentos, gás de botijão e energia elétrica.

O estudo da Fipe utiliza dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), calculado pela fundação no município de São Paulo.

A novidade é a divisão dos resultados de acordo com três faixas de renda. O objetivo é mostrar que a alta dos preços afeta a população de formas diferentes.

No acumulado de 12 meses, até outubro, a faixa com renda familiar menor, de um a três salários mínimos, registrou inflação de 10,63%. É o maior percentual da pesquisa realizada na capital paulista.

Na camada intermediária, com rendimento familiar de três a oito salários mínimos, a alta foi de 10,38% no mesmo período.

A menor inflação em 12 meses foi verificada entre as famílias com renda maior (acima de oito salários mínimos): 9,67%.

Segundo a Fipe, o avanço dos preços na faixa da população com menos recursos foi puxado por alimentação e habitação.

Isso ocorre porque os dois grupos pesam mais nas despesas dessa camada e reúnem itens que dispararam ao longo da pandemia.

Os alimentos ficaram mais caros com a demanda aquecida por commodities agrícolas no mercado internacional e o dólar alto.

Já o grupo de habitação abrange itens como energia elétrica e gás de botijão, que subiram com a crise hídrica e o aumento dos combustíveis, respectivamente.

"A perda de poder de compra e bem-estar é imensa", define o pesquisador da Fipe Guilherme Moreira, coordenador do IPC.

"Com a inflação, a renda alta deixa de trocar de carro, de viajar, mas não deixa de se alimentar. Para a renda mais baixa, há uma perda de qualidade de vida."

No acumulado deste ano, até outubro, a faixa de um a três salários mínimos também sente uma elevação mais firme dos preços: 8,5%.

No mesmo período, a camada intermediária (três a oito salários mínimos) teve inflação de 8,43%. Na renda alta (superior a oito salários mínimos), o avanço foi de 7,84%.

"Todos sentem impactos consideráveis. Mas a inflação é muito mais perversa para a baixa renda, que tem poucos mecanismos para compensar a alta de preços. As famílias mais ricas conseguem se proteger melhor", analisa Moreira.

No mês de outubro, a renda alta até teve uma inflação levemente superior aos demais grupos. A alta dos preços para essa camada foi de 1,06%, com o impacto de itens como viagens e gasolina.

A inflação entre a renda mais baixa foi de 1,02% em outubro. Na faixa intermediária, o avanço ficou em 1%.

Durante a pandemia, a escalada inflacionária e as dificuldades no mercado de trabalho espalharam no país cenas de pessoas em busca de doações e até de restos de comida.

Em Fortaleza (CE), por exemplo, um vídeo recente mostra um grupo à procura de alimentos em um caminhão de lixo.

Outros casos que ficaram conhecidos foram registrados no Rio de Janeiro, onde um caminhão distribuía restos de carne, e em Cuiabá (MT), que teve filas em busca de doações de ossos de boi.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos