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Inflação é a maior para outubro desde 2002 e vai a 10,67% em 12 meses

·2 min de leitura
*ARQUIVO* SAO PAULO/SP BRASIL. 02/02/2015 - Aumento nos  precos dos combustiveis (gasolina e diesel) nos postos da capital, pocos na marginal Pinheiros.(Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO/SP BRASIL. 02/02/2015 - Aumento nos precos dos combustiveis (gasolina e diesel) nos postos da capital, pocos na marginal Pinheiros.(Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Puxada pela gasolina, a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acelerou para 1,25% em outubro. É a maior taxa para o mês desde 2002, informou nesta quarta-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado veio acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam variação de 1,06%. Em setembro, a alta do IPCA havia sido de 1,16%.

Com o resultado de outubro, a inflação alcançou 10,67% no acumulado de 12 meses. Ou seja, permanece em dois dígitos -até setembro, a alta era de 10,25%.

O IPCA está distante do teto da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) em 12 meses. O teto é de 5,25% em 2021. O centro é de 3,75%.

Em outubro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram, com destaque para os transportes (2,62%) influenciados pelos combustíveis (3,21%).

A gasolina avançou 3,10% e teve o maior impacto individual no índice do mês (0,19 ponto percentual). Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

A escalada inflacionária ganhou corpo ao longo da pandemia. Em um primeiro momento, houve disparada de preços de alimentos e, em seguida, de combustíveis.

Alta do dólar, estoques menores e avanço das commodities ajudam a explicar o comportamento dos preços.

Ao longo de 2021, a crise hídrica também passou a ameaçar o controle da inflação. A escassez de chuva forçou o acionamento de usinas térmicas, elevando os custos da geração de energia elétrica. O reflexo é a luz mais cara nos lares brasileiros.

Há, ainda, o efeito da crise política protagonizada pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), já que a turbulência joga o dólar para cima.

A tensão no mercado financeiro teve novo capítulo no final de outubro, quando o governo resolveu driblar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil.

Em uma tentativa de frear a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) vem subindo a taxa básica de juros, a Selic.

Os preços em patamar alto, em um ambiente de juros maiores, desemprego acentuado e renda fragilizada, dificultam o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

O mercado financeiro vem elevando suas projeções para o IPCA. A mediana para o acumulado em 2021 é de 9,33%, conforme a edição mais recente do boletim Focus, divulgada na segunda-feira (8) pelo BC.

Foi a 31ª semana de alta nas previsões. Economistas não descartam novas revisões para cima.

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