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Inflação é único sinal a ser acompanhado no boom pós-Covid

Ben Holland
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Economistas contavam com muitas métricas que indicavam quando economias em crescimento se aproximavam de algum tipo de limite de velocidade. Mas, cada vez mais, a inflação é a única levada a sério.Uma alta duradoura dos preços provavelmente convenceria autoridades de política monetária de que é hora de pisar no freio de medidas expansionistas adotadas na pandemia, como altos gastos públicos ou baixas taxas de juros. É por isso que os dados dos preços ao consumidor nos Estados Unidos a serem divulgados na terça-feira serão observados de perto, embora seja preciso analisar números de vários meses para uma mudança de opinião.

Enquanto isso - como parte de uma transição profunda nas hipóteses econômicas que se acentuou no ano passado -, uma série de outros indicadores antes usados para sinalizar problemas futuros caem em desuso.

Déficits orçamentários e dívida pública eram considerados um sinal de alerta em certos níveis - até que muitos países começaram a ultrapassar esses limites, especialmente no ano passado, sem colapsar. As estimativas de pleno emprego, ou a maioria dos empregos que uma economia poderia criar sem superaquecimento, estavam erradas.

Indicadores do chamado “hiato do produto” devem capturar o quão perto uma economia chegou de sua capacidade máxima, mas muitos analistas concluíram que agora dependem muito do passado recente para serem um guia útil.

Humildade

Abandonar ou minimizar todos esses critérios significa que autoridades estão menos propensas a adotarem o tipo de ação preventiva que sufocou expansões no passado.A mudança também sinaliza uma mudança para uma postura mais humilde. Economistas costumavam se sentir confortáveis em oferecer previsões como base para a política monetária. Agora, precisam reconhecer que o futuro está cheio de fatores que simplesmente desconhecem.“A influência das projeções de longo prazo evaporou, e isso é uma coisa muito boa”, diz James Galbraith, professor de economia da Universidade do Texas. “Você cria políticas para lidar com os problemas que tem. Se tiverem consequências mais tarde, você os abordará mais tarde.”

Essa filosofia sustenta a nova estrutura de taxas de juros do Federal Reserve. Na década passada, o banco central começou a aumentar os juros, embora a inflação fosse moderada e o desemprego ainda estivesse em torno de 5% após a crise financeira.

Autoridades do Fed efetivamente admitem que foi um erro, porque a redução do desemprego não provocou uma alta dos preços. E agora dizem que basearão a política monetária no que realmente aconteceu na economia, e não nas expectativas do que vem a seguir.

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