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Indonésia muda estratégia e desiste de imunidade coletiva

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com o aumento de casos de Covid-19 provocados pela variante delta, a Indonésia decidiu deixar de lado a meta de atingir a imunidade coletiva.

As vacinas disponíveis atualmente são menos eficazes para interromper a transmissão da cepa, permitindo que o vírus continue circulando mesmo que todos no país sejam imunizados, segundo dados em análise pelo governo. A Indonésia, que se tornou o epicentro da pandemia, planeja redobrar os esforços para controlar a Covid-19 em vez de depender apenas da vacinação, disse Jodi Mahardi, porta-voz do ministro que supervisiona a resposta à pandemia.

Desafio global

É um desafio mundial. Um relatório da Infectious Diseases Society of America estimou que os Estados Unidos precisariam vacinar quase 90% da população para alcançar a imunidade coletiva, um nível de proteção que freia a circulação descontrolada do vírus.

Ainda assim, não há provas de que a abordagem funcionaria devido ao risco de reinfecção, novas variantes ou outros fatores relacionados ao coronavírus, que circula há menos de dois anos.

O nível de imunidade coletiva é ainda maior para a Indonésia, a quarta nação mais populosa do mundo. O país conta principalmente com vacinas chinesas vistas como menos eficazes, como a Coronavac da Sinovac Biotech, em comparação com os imunizantes de RNA mensageiro mais potentes da Pfizer-BioNTech e Moderna, amplamente usados nos EUA.

O modelo da Indonésia assume que a taxa de reprodução da delta é de 6,5, o que significa que 10 pessoas infectadas contagiariam outras 65. Para alcançar a imunidade coletiva, o país precisaria imunizar 154% da população se usar a vacina da Sinovac ou 128% no caso do imunizante da Pfizer, algo impossível.

Avanço da delta

A maior economia do Sudeste Asiático lidera a contagem mundial de mortes diárias de Covid-19 sob o impacto da delta, o que sobrecarrega hospitais. O governo havia dito ainda em julho que buscava a chamada imunidade de rebanho com a imunização de 70% da população até novembro.

Agora, o país tenta controlar a pandemia com uma combinação de vacinas, máscaras e restrições de mobilidade. A meta é reduzir a taxa de reprodução do vírus para 0,9 até outubro, baixa o suficiente para diminuir o número total de infecções. O governo ainda tem a meta de administrar 2,5 milhões de vacinas por dia em agosto. Apenas 8% dos indonésios completaram o regime de imunização.

A Indonésia não está sozinha, pois outros países destacam que o caminho para a imunidade coletiva pode ser mais longo ou menos provável do que o previsto anteriormente. Autoridades de Singapura disseram que o objetivo agora é reduzir o número de casos, um estado endêmico semelhante ao que é visto todos os anos com a gripe, em vez da imunidade coletiva.

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©2021 Bloomberg L.P.

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