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Indice de preocupação do Bitcoin atinge marca negativa após quedas consecutivas

Neste domingo (15), a Bitcoin (BTC) atingiu uma marca histórica negativa: foi a primeira vez que a criptomoeda sofreu sete semanas seguidas de perda — o que, por consequência, fez com que seu indicador de Medo e Ganância atingisse o pior nível desde o começo da pandemia da covid-19, em março de 2020.

O indicador de Medo e Ganância (Fear and Greed Index, em inglês) é uma métrica criada pelo site Alternative.me bem popular entre investidores de criptomoedas. Basicamente, a partir da movimentação do mercado, ele calcula como o setor está se sentindo em relação a um ativo digital específico, como o Bitcoin.

<em>Nesta quarta-feira (18), o índice de Medo e Ganância do Bitcoin havia aumentando um pouco, ficando nos 12 pontos. (Imagem: Reprodução/Alternative.me)</em>
Nesta quarta-feira (18), o índice de Medo e Ganância do Bitcoin havia aumentando um pouco, ficando nos 12 pontos. (Imagem: Reprodução/Alternative.me)

Essa métrica, utilizada como um complemento para análises de investimento, atingiu níveis alarmantes em relação ao Bitcoin nesta terça-feira (17), quando o criptoativo mais popular do mercado atingiu a pontuação 8, em uma escala em que 0 significa Preocupação Extrema e 100 o Otimismo Extremo. No fechamento deste conteúdo, na quarta-feira (18), ele havia tido um leve crescimento, marcando 12 pontos.

Quanto mais próximo de 0 uma criptomoeda está no índice, mais preocupação investidores estão tendo com o futuro daquele ativo mas, ao mesmo tempo, ele também pode significar um bom momento de compras dos criptoativos, caso após análises mais completas sobre o setor os retornos pareçam positivos para os adquirentes — como foi o caso com quem comprou o BTC em março de 2020, quando a moeda digital marcou os mesmos 8 pontos na métrica.

Queda atual do Bitcoin e do setor de criptomoedas pode ser consequência de diversas situações

<em>Queda do Bitcoin tem relação com movimentações financeiras globais. (Imagem: Divulgação/Sulayman Sanyang/Pixabay)</em>
Queda do Bitcoin tem relação com movimentações financeiras globais. (Imagem: Divulgação/Sulayman Sanyang/Pixabay)

O momento tempestuoso que o Bitcoin e outras criptomoedas estão passando nos últimos meses, chegando ao menor valor nos últimos 11 meses, vem se refletindo de formas além do índice de Medo e Ganância, e pode ser uma consequência de três situações diferentes que podem estar levando esse setor ao seu menor valor nos últimos 11 meses sendo duas delas diretamente relacionadas aos criptoativos e uma ao mercado financeiro global como um todo.

O primeiro, e que está afetando setores além dos de criptomoedas, como o de tecnologia, é o aumento da taxa de juros pelos EUA para controlar a inflação em seu território, mostrando que o setor de ativos digitais está mais correlacionado com índices tradicionais, como o Nasdaq, do que o esperado.

O segundo motivo pode ser a procura de investidores por opções mais seguras, por consequências de um cenário financeiro pós-pandêmico e preocupações na economia global, fazendo com que a procura por opções de ativos mais tradicionais para criação de fundos e movimentações pareça mais atraente para muitos.

Por fim, a queda também pode representar a diminuição do interesse institucional nas criptomoedas, após um longo período em que as altas valorizações dos ativos atraíram mais investidores ao mercado, seja por meio de ETFs de contratos futuros do Bitcoin ou mesmo aportes com o objetivo de aumentar o preço do ativo digital — agora, meses depois desse período, a pressão para compra dos criptoativos está diminuindo, fazendo com que muitos entusiastas estejam mais observando o setor do que procurando formas de movimentá-lo.

De qualquer forma, independente dos motivos, é possível que quedas tanto para o Bitcoin quanto para o setor de criptomoedas como um todo continuem correndo, sendo importante para qualquer entusiasta estar de olho nas movimentações para evitar prejuízos.

Fonte: Canaltech

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