Indicadores ajudam e Bolsas europeias fecham em alta

Os principais índices acionários da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira, em meio a dados econômicos da região, Estados Unidos e China, que ajudaram a compensar a falta de entusiasmo dos investidores com o balanço da gigante Apple. O índice Stoxx 600 subiu 0,2% e encerrou aos 288,89 pontos, o nível de fechamento mais alto desde fevereiro de 2011.

Entre os dados que foram bem recebidos pelos investidores estavam o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial preliminar da China que subiu para 51,9 em janeiro, o nível mais alto em 24 meses.

Além disso, a contração na atividade econômica da zona do euro prosseguiu pelo 12º mês consecutivo em janeiro, mas em um ritmo mais fraco graças à recuperação da Alemanha, segundo dados preliminares da Markit. O índice dos gerentes de compras composto da zona do euro subiu este mês para 48,2, de 47,2 em dezembro, vindo acima da previsão de 47,6.

Já o superávit em conta corrente da região também superou as expectativas e atingiu um recorde histórico em novembro, chegando a 14,8 bilhões de euros (US$ 19,7 bilhões).

Os pedidos de auxílio-desemprego caíram 5 mil nos EUA na semana até 19 de janeiro, para 330 mil, o menor nível em cinco anos. O dado contrariou as previsões dos analistas de um aumento de 25 mil pedidos, para 360 mil. Já a Markit disse que o PMI industrial dos EUA subiu para 56,1 na leitura preliminar de janeiro, de 54,0 em dezembro. O Conference Board divulgou, em relatório separado, que seu índice de indicadores antecedentes subiu 0,5% em dezembro ante novembro, exatamente em linha com as previsões de analistas ouvidos pela Dow Jones.

No setor corporativo, a Apple anunciou um lucro bilionário e vendas recordes do iPhone no quarto trimestre de 2012, o primeiro do ano fiscal de 2013 da empresa, mas isso não foi suficiente para atender a expectativas de analistas e investidores. As preocupações com o enfraquecimento dos resultados da gigante de tecnologia acabaram prevalecendo e pressionaram as ações da companhia.

Os papéis da Nokia também estiveram sob os holofotes. As ações da companhia subiram inicialmente mais de 4%, com os investidores comemorando a forte posição líquida de caixa da empresa, após o anúncio do seu balanço. Mas as ações inverteram a direção e caíram mais de 5%.

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 67,27 pontos, ou 1,09%, aos 6.264,91 pontos. Os destaques da sessão foram as ações da Vodafone, que subiram 3,2%, com uma renovada especulação sobre a possível venda de sua participação de 45% na Verizon Wireless. Os papéis do International Consolidated Airlines Group avançaram 4,9% com a alta das ações da EasyJet, que disse que sua receita subiu 9,2% no primeiro trimestre. As ações das mineradoras tiveram valorização, impulsionadas pelo PMI industrial chinês: Anglo American (+1,4%) e Rio Tinto (+2,1%).

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 subiu 26 pontos, ou 0,70%, para 3.752,17 pontos. As ações da Veolia Environnement avançaram 3,5% com a notícia que a empresa faz parte de um consórcio que ganhou um contrato de 1 bilhão de euros. Os papéis da companhia também foram ajudados pela elevação das recomendações para as ações de seus pares britânicos United Utilities e Severn Trent. A GDF teve alta de 0,5%, após o Groupe Bruxelles Lambert, um acionista da empresa, anunciar que estava emitindo 1 bilhão de euros de bônus permutáveis em ações ordinárias existentes do grupo francês de energia, em um movimento que deverá reduzir pela metade a participação da GBL na empresa e direitos de voto para 2,3%. A LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton ganhou 0,9% em meio à notícia que o JPMorgan Cazenove elevou o preço-alvo das ações da fabricante de bens de luxo para 142 euros, de 132 euros.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt fechou com elevação de 40,59 pontos, ou 0,53%, aos 7.748,13 pontos, se recuperando de uma mínima intraday de 7.661,96 pontos. As ações do Deutsche Bank (+2,6%), Lanxess (+2,5%) e Deutsche Boerse (+2,4%) foram os destaques do pregão alemão.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 encerrou com ganho de 52,30 pontos, ou 0,61%, para 8.665,60 pontos, à medida que os dados econômicos dos EUA e da atividade industrial da zona do euro ajudaram a aliviar a pressão fornecida pelos dados sobre o desemprego no país, que atingiu uma nova máxima no quarto trimestre. Alguns bancos espanhóis ajudaram a elevar o sentimento ao dizerem que começaram a pagar a ajuda emergencial recebida do Banco Central Europeu (BCE) neste ano. Santander avançou 0,9% e Sabadell subiu 0,6%.

O índice FTSE Mib, da Bolsa de Milão, na Itália, encerrou com alta de 177,63 pontos, ou 1,01%, aos 17.756,63 pontos, recebendo suporte de ações de bancos. UniCredit subiu 4,2% e Intesa Sanpaolo avançou 2,5%. Gestores de ativos também registraram ganhos: Azimut teve alta de 3,6% e Mediolanum subiu 3,1%. Do lado negativo, o Banca Monte dei Paschi di Siena manteve-se na trajetória de queda, com declínio de 8,2%, após o Banco da Itália dizer que o banco escondeu um contrato de derivativos de inspetores.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, recuou 55,35 pontos, ou 0,87%, para 6.282,24 pontos. As informações são da Dow Jones.

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