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Indicador de incerteza da economia cai 14,5 pontos em setembro, aponta FGV

Alessandra Saraiva
·3 minutos de leitura

Resultado reflete a constatação pelos agentes de um retorno sólido das atividades econômicas e a continuidade do movimento de relaxamento de medidas de isolamento social Rovena Rosa/Agência Brasil O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 14,5 pontos em setembro, para 145,8 pontos. Em médias móveis semestrais, o indicador recuou 3,6 pontos, após manter tendência de alta desde janeiro deste ano. “Depois de uma preocupante desaceleração em agosto, a queda do IIE-Br voltou a acelerar em setembro. O resultado reflete a constatação pelos agentes de um retorno sólido das atividades econômicas e a continuidade do movimento de relaxamento de medidas de isolamento social impostas pela pandemia de covid-19. Apesar da melhora no mês, o indicador ainda está 9,0 pontos acima do nível máximo anterior a pandemia, alcançado em setembro de 2015. O resultado ainda incômodo ocorre sob influência majoritária da crise de saúde e seu impacto sobre a economia, com destaque para a piora da situação fiscal do país”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista da FGV, em comentário no relatório. Os dois componentes do Indicador de Incerteza caminharam na mesma direção em setembro. O componente de Mídia recuou 13,5 pontos, para 130,0 pontos, contribuindo negativamente em 11,8 pontos para a queda do indicador geral no mês. Já o componente de Expectativas contribuiu negativamente em 2,7 pontos para o comportamento do IIE-Br, ao recuar 12,6 pontos, para 190,0 pontos. Esta é a primeira vez que o indicador fica abaixo dos 200 pontos desde o início da pandemia. “Os indicadores setoriais vêm sinalizando que a retomada da economia está acontecendo em etapas, o que ajudou a impulsionar a queda de dois dígitos entre julho e setembro do Componente de Expectativas. Apesar disso, a dispersão das previsões dos especialistas continua extremamente elevada, devido principalmente, às incertezas em torno da continuidade de recuperação após a retirada dos auxílios e da velocidade de recuperação do setor de Serviços, grande demandante de mão de obra na economia", diz Gouveia. Renda Cidadã pode inibir continuidade do movimento As recentes questões fiscais levantadas após anúncio do governo de criação do programa Renda Cidadã, por meio de recursos do Fundeb e precatórios, pode inibir continuidade de queda na incerteza do mercado com a economia brasileira, segundo a economista da FGV. "De fato, essa queda [de 14,5 pontos] é uma boa notícia", admitiu ela. "Mas notícias recentes sobre o programa não entraram [no cálculo] desse indicador", comentou ela, acrescentando que o debate fiscal envolvendo o novo programa acende "sinal amarelo" para continuidade de queda do indicador de incerteza. Ao falar sobre o recuo no indicador divulgado hoje, a especialista afirmou que os sinais de melhora na atividade econômica levaram à queda. A técnica notou que, com pagamento de auxílio emergencial por parte do governo, isso na prática impulsionou consumo, com impacto na demanda, e influência favorável em alguns setores da economia. Ao mesmo tempo, o governo proveu programas de ajuda às empresas, o que também conferiu algum fôlego ao empresariado na crise econômica causada pela pandemia. No entanto, as discussões essa semana sobre como financiar o programa Renda Cidadã, sem ultrapassar teto de gastos do governo, podem ter impacto na evolução futura do indicador, admitiu ela. "Tudo sobre esse assunto tem mudado muito rápido", notou ela, acrescentando ser preciso esperar um pouco evoluções sobre o tema, para mensurar qual impacto na trajetória do índice, nos próximos meses. Ao mesmo tempo, a economista comentou que, mesmo com o recuo, o índice ainda se encontra muito acima do patamar de 115 pontos observado antes da pandemia. Na prática, uma incerteza em patamar tão elevado confere maior cautela, para novos investimentos na economia, pontuou ela. "É preciso esperar o que vai acontecer [no noticiário econômico] para saber como será a trajetória [futura] do índice", resumiu.