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Indicado por Bolsonaro para diretoria da Anvisa, coronel já questionou dados do MS com vídeo da Havan

João de Mari
·3 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro shows a photo of a beach during a ceremony presenting a program to restart tourism, amid the COVID-19 pandemic, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, Tuesday, Nov. 11, 2020. (AP Photo/Eraldo Peres)w
Indicação de Bolsonaro ocorre na mesma semana em que a Anvisa protagonizou um atrito com o governo de São Paulo (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O coronel da reserva Jorge Luiz Kormann, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), já questionou dados o Ministério da Saúde com um vídeo do empresário bolsonarista Luciano Hang, das lojas Havan.

De acordo com a TV Globo, em junho, o novo nome para a diretoria da Anvisa enviou um vídeo de Hang para um grupo de servidores do ministério que teria sido um dos articuladores da mudança na contabilização de casos e mortes na pandemia. O vídeo, sem evidências científicas, colocou em dúvidas as informações do próprio Ministério da Saúde sobre as mortes provocadas pela Covid-19.

Para ocupar um cargo de direção em uma agência como a Anvisa, a lei determina que é preciso ter “notório conhecimento na área e formação acadêmica compatível com o cargo”. O nome também precisa ter pelo menos 10 anos de experiência no campo de atividade da agência ou ter ocupado um cargo em comissão ou de confiança de alto escalão no setor público por pelo menos quatro anos.

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Segundo o currículo de Jorge Kormann, as únicas experiências ligadas à área da saúde do militar são na assessoria de gestão e planejamento estratégico no Hospital Militar de Área, de Porto Alegre, além de hoje trabalhar como secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde.

A indicação precisa ser aprovada pelo Senado. Kormann atualmente é secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde. Ele foi escolhido por Bolsonaro para substituir a diretora Alessandra Bastos Soares, que é farmacêutica e uma das funcionárias mais experientes da agência, e deixará o cargo em dezembro.

‘Guerra das vacinas’

A indicação de Bolsonaro ocorre na mesma semana em que a Anvisa protagonizou um atrito com o governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB).

Na segunda-feira (9), a Anvisa paralisou os estudos clínicos da vacina CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com laboratório chinês Sinovac Biotech, alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo. A suspensão pegou de surpresa o governo Doria.

Na terça (10), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que era “impossível” a relação entre "evento adverso grave" e com a vacina. Mais tarde, foi revelado que o “evento adverso grave” tratava-se, de acordo com o IML (Instituto Médico Legal), de um suicídio cometido por um voluntário de 33 anos, que integrava o grupo que fazia parte do estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

A retomada dos testes clínicos foi anunciada pela Anvisa na quarta-feira (11), após quase 48h de paralisação.

A suspensão do estudo foi comemorado por Bolsonaro. Na manhã desta terça-feira (10), o presidente compartilhou a notícia de suspensão pela Anvisa dos testes da vacina Coronavac e disse ter “ganhado” do tucano.

Há tempos, Doria e Bolsonaro travam uma espécie de “guerra das vacinas”, com o tucano defendendo a aplicação obrigatória do imunizante enquanto o presidente comanda um movimento anti-vacinas.