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Indicada de Biden para liderar comércio tem missão difícil

Jenny Leonard
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Semanas antes de a Casa Branca anunciar que manteria as tarifas sobre mais de US$ 350 bilhões em produtos chineses, Katherine Tai deu uma prévia das más notícias a um grupo de líderes empresariais dos Estados Unidos.

Tai, indicada pelo presidente Joe Biden para o posto de Representante de Comércio dos EUA, disse a executivos em reunião privada organizada pelo Business Roundtable no mês passado que o lobby para que as tarifas fossem removidas não funcionaria, de acordo com pessoas a par dos comentários. Por isso, empresas que desejam manter o chamado acordo comercial de primeira fase - firmado pelo governo Trump com o governo de Pequim - também devem estar preparadas para aceitar as tarifas, disse Tai.

Sua avaliação franca oferece um vislumbre da abordagem metódica que planeja adotar como a principal autoridade de comércio dos EUA, bem como a linha dura que espera seguir nas negociações com a China. Biden aposta no perfil discreto de Tai - ela não é tão conhecida quanto alguns de seus outros assessores econômicos - e em seu estilo pragmático para distanciá-lo do caos que definiu a agenda comercial do governo Trump.

Biden planeja adotar uma abordagem mais cuidadosa para o comércio, mas seu governo forneceu poucos detalhes sobre as políticas específicas em mente. A audiência de confirmação de Tai na quinta-feira perante o Comitê de Finanças do Senado será uma das primeiras oportunidades para saber mais sobre os planos do governo e suas opiniões sobre uma longa lista de desafios à frente.

Como chefe de comércio dos EUA, Tai terá papel fundamental para ajudar a administrar as relações dos EUA com a China e suas amplas consequências econômicas. Ela ajudará a escrever o próximo capítulo sobre a espinhosa relação entre as maiores economias do mundo, que deve se tornar ainda mais contenciosa nos próximos anos.

Tai, que ganhou vários processos importantes contra a China como advogada de comércio durante o governo Obama, será inabalável nas negociações com Pequim, segundo ex-colegas.

“Ela sabe onde os corpos estão enterrados”, disse Eric Altbach, consultor e ex-colega de Tai, em referência às negociações comerciais anteriores.

Além da China, alguns dos outros assuntos urgentes que Tai enfrentará como Representante de Comércio incluem disputas pendentes com a União Europeia e pressão para fazer cumprir exigências trabalhistas do México no novo Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

Tai, de 46 anos, nasceu em Connecticut e se formou na Harvard Law School, onde foi aluna de Elizabeth Warren antes de a democrata de Massachusetts entrar na política. Warren é uma das senadoras que questionará Tai durante a audiência de quinta-feira.

Se confirmada, Tai será a primeira asiático-americana a atuar como chefe de comércio dos EUA. Ela não quis fazer comentários antes da confirmação.

Tai, cujos pais nasceram na China e também moraram em Taiwan, é fluente em mandarim e passou a maior parte da carreira em Washington D.C., mais recentemente como conselheira-chefe do Comitê de Orçamento e Tributos.

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©2021 Bloomberg L.P.