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De olho em crescimento econômico, Índia surpreende mercado e corta US$ 20 bi de impostos

Kham/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Anúncio vem enquanto economias asiáticas competem entre si para atrair empresas que procuram locais de fabricação para escapar da guerra comercial EUA-China.

  • Empresas domésticas pagarão imposto de 22% comparado à alíquota anterior de 30%, segundo a ministra das Finanças da Índia.

Com um reforço de medidas que visam a estimular o crescimento econômico ante um surpreendente corte de US$ 20 bilhões em impostos, o governo da Índia conta atualmente com uma carga tributária de empresas que, até o momento, é uma das mais baixas da Ásia.

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A informação foi publicada ela agência Bloomberg, segundo a qual as empresas domésticas pagarão um imposto de 22% comparado à alíquota anterior de 30%, de acordo com afirmação feita nessa sexta (20) pela ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman. A alíquota efetiva, que inclui todos os impostos adicionais, será de 25,2% e será aplicada a empresas que não usufruam de incentivos ou isenções.

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Com esse tipo de medida, a Índia se une à Indonésia na redução de impostos sobre empresas, em um contexto de competição, entre as economias asiáticas,para atrair empresas que procuram locais de fabricação alternativos para escapar da guerra comercial EUA-China.

A mudança trará uma perda de receita de 1,45 trilhão de rupias (US$ 20,5 bilhões) e vai testar a meta de Sitharaman de reduzir o déficit fiscal para 3,3% do PIB este ano, apesar do superávit acima de US$ 24 bilhões do Banco Central da Índia.

Sem entrar em mais detalhes, a ministra definiu: “Estamos conscientes do impacto que tudo isso terá sobre nosso déficit fiscal”, disse.

“Os cortes de impostos provavelmente aumentarão o investimento privado e poderão atrair muito mais investimento direto estrangeiro. Qualquer escorregada fiscal provavelmente será limitada no curto prazo, uma vez que uma flutuabilidade fiscal mais forte impulsionará o crescimento,” definiu Abhishek Gupta, economista para a Índia da Bloomberg.