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Indústria sofrerá racionamento de gás, comunica estatal boliviana

Valor

Restrição também deverá afetar a exportação do produto ao Brasil, fazendo com que o país acione um plano de contingência O fornecimento de gás natural às indústrias na Bolívia será racionado, informou nesta sexta-feira o jornal local “El Deber”, após uma queda de pressão no gasoduto Carrasco-Cochabamba, um dos principais do país, ter reduzido a oferta do produto para cidades como La Paz.

A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) comunicou que fará uma “priorização” da distribuição do gás natural disponível. A medida deverá afetar principalmente os setores de produção de alimentos, bebidas e metalurgia, enquanto as termelétricas deverão ter o fornecimento preservado.

As ruas da capital e outras cidades ainda são palco de conflitos entre apoiadores de Evo Morales e opositores, policiais e militares

Juan Karita/AP

Em condições normais, são injetados cerca de 5 milhões de metros cúbicos de gás natural no sistema por dia, mas no momento apenas 2,1 milhões de metros cúbicos estão disponíveis.

A restrição deverá afetar também a exportação do produto ao Brasil e à Argentina, fazendo com que os dois países acionem planos de contingência.

As ruas da capital e outras cidades do país ainda são palco de conflitos entre apoiadores do ex-presidente Evo Morales e opositores, policiais e militares. A YPFB não informou, porém, se a queda de pressão no gasoduto Carrasco-Cochabamba está ligada a esses confrontos.