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Indústria nuclear defende criação de agência reguladora para o setor

Rodrigo Polito

Segundo presidente da associação setorial, é preciso separar as atividades de regulação e fiscalização, hoje reunidas num mesmo agente O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), Celso Cunha, defendeu há pouco a criação de uma agência reguladora específica para o setor nuclear. Segundo ele, a concentração das atividades de regulação e fiscalização em um único agente, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), é prejudicial ao setor.

“Um dos grandes nós do setor está na regulação e na fiscalização”, disse o executivo, durante cerimônia do prêmio “Reconhecimento Nuclear”, promovido pela entidade, no Rio.

“O mercado anseia por uma definição sobre a separação das funções regulatórias e de fiscalização da Cnen. A criação de uma autoridade regulatória ou uma agência forte, ágil e independente é algo aguardado por todos, inclusive pelos próprios organismos internacionais”, completou.

Ele destacou que, “com o aquecimento do mercado nuclear”, a indústria não pode ser freada pela área regulatória.

Em apresentação no evento nesta sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, informou a intenção do governo de duplicar a participação da energia nuclear na matriz energética brasileira.

A capacidade de energia nuclear no Brasil hoje é da ordem de 2 mil megawatts (MW). Angra 3, projeto de usina nuclear que teve as obras interrompidas em 2015 e que o governo pretende retomar em 2020, terá 1,4 mil MW.

As obras da usina nuclear de Angra 3 estão paradas desde setembro de 2015

Dado Galdieri/Bloomberg