Mercado abrirá em 1 min
  • BOVESPA

    109.951,49
    +2.121,77 (+1,97%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.125,01
    -210,50 (-0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    78,58
    +0,11 (+0,14%)
     
  • OURO

    1.893,60
    +2,90 (+0,15%)
     
  • BTC-USD

    22.728,24
    -451,94 (-1,95%)
     
  • CMC Crypto 200

    523,66
    -13,23 (-2,46%)
     
  • S&P500

    4.117,86
    -46,14 (-1,11%)
     
  • DOW JONES

    33.949,01
    -207,68 (-0,61%)
     
  • FTSE

    7.940,67
    +55,50 (+0,70%)
     
  • HANG SENG

    21.624,36
    +340,84 (+1,60%)
     
  • NIKKEI

    27.584,35
    -22,11 (-0,08%)
     
  • NASDAQ

    12.691,00
    +145,75 (+1,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5843
    +0,0169 (+0,30%)
     

Indústria manifesta incômodo com possibilidade de retorno de IPI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes da indústria começam a manifestar o incômodo do setor diante da possibilidade de revogação do corte de 35% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) adotado pela gestão de Paulo Guedes. A medida, que pode aparecer entre as primeiras iniciativas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), tem sido tratada no setor como uma derrota.

"Seria um retrocesso o governo revogar a portaria que reduziu o IPI depois de um grande debate sobre o assunto, onde se buscou uma convergência para a decisão tomada, incluindo a Zona Franca de Manaus. Além de ter um grande impacto inflacionado em mais de 4.500 produtos indústrias, vai contra o que o ministro Alckmin deixou bem claro em seu discurso de posse, que é a necessidade urgente de reindustrializar o Brasil", afirma Ricardo Roriz, presidente da Abiplast (setor de plásticos).

José Veloso, presidente da Abimaq (associação dos fabricantes de máquinas), defende que, antes, seja feita a reforma administrativa para reduzir o tamanho do estado com corte nas despesas. "A carga tributária é muito maior em bens do que serviços, e isso prejudica o pobre, que consome menos serviços. O IPI prejudica quem tem menos renda, encarecendo os produtos, ou seja, o pobre paga mais que o rico", afirma.

"Será uma pena se a redução do IPI for revogada. Ou o Brasil altera sua ultrapassada forma de tributação ou veremos muito rapidamente o fim do setor industrial no país", diz Humberto Barbato, presidente da Abinee (indústria elétrica e eletrônica).

Synesio Batista, da Abrinq (brinquedos), diz que está em Hong Kong para a feira do setor, e foi questionado se é verdade que haveria a mudança no IPI no Brasil. "Na China, estão sabendo do debate e torcendo para que o governo faça esse retorno porque, para eles, representaria um ganho de competitividade em relação ao Brasil. Nós entendemos as razões, o governo procura receita, mas o IPI é um imposto velho, desleal e desigual", afirma Batista.

A Abihpec (de produtos de higiene e perfumaria) afirma que a retomada da alíquota provocaria efeito inflacionário com potencial retração no consumo. "Como existe a expectativa de discussão da reforma tributária ainda nos cem primeiros dias de governo, o momento não é apropriado para aumentar o imposto. Traria um efeito negativo para o nosso setor, um efeito em cascata que pode não ser benéfico para economia como um todo", afirma a associação em nota.