Indústria lança 600 brinquedos no Natal

No Natal de 2011, a indústria nacional de brinquedos lançou 450 produtos. Neste ano, serão 600 novidades, segundo previsão da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Para atrair o consumidor e concorrer com artigos eletrônicos como o iPod e o iPad, os lançamentos incluem inovações como a Susi Wireless, que vem com um QR Code que aciona o closet da boneca no site da Estrela, e o helicóptero que pode ser acionado pelo celular.

"A única maneira de despertar o interesse da criança é sempre trazer novidades, uma forma é embutir a eletrônica nos brinquedos", afirma o diretor de marketing da estrela,

Aires Leal Fernandes. Ele diz que a companhia deve fechar o ano com aproximadamente 220 lançamentos, o que representa uma renovação de mais de 60% da linha. Aproximadamente cem novidades chegam para o Natal. A empresa também aposta em atualizações de produtos antigos, como o jogo Detetive, que agora tem um óculos 3D como acessório.

A fabricante Hasbro reservou 45 lançamentos para o natal, entre novidades, releituras de clássicos. Entre os produtos está o Monopoly Milionário, uma nova versão do jogo de tabuleiro, que passará a incluir um pátio de limusines, um resort. Outro exemplo é o Twister Dance, uma variante musical do clássico jogo em que se testam habilidades físicas em um tapete de plástico, mas agora ao som de canções de Britney Spears.

O publicitário Glaucio Barcelos diz que, depois que o filho Matheus, de 4 anos, viu a irmã de 7 recebendo um tablet no Dia da Criança, passou a querer um no Natal. "Falei que ele era novo demais, então ele pediu um super Navio Aventura Imaginext, que é quase o mesmo preço de um tablet", diz. A designer Flavia Beiral conta que ainda não introduziu o filho Rafael, 4 anos, no mundo dos eletrônicos e, quando ele pede para usar um, ainda ouve um não. "Em compensação, ele quer ganhar todos os brinquedos que vê nos comerciais do Discovery Kids."

Os brinquedos tradicionais ainda são a preferência da criança brasileira, diz o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa. "Por mais que ela se divirta com os videogames, IPods, gosta de coisas com as quais possa brincar de verdade. Os eletrônicos são outro tipo de entretenimento, não tiram o nosso mercado", garante. O comércio de brinquedos, que teve expansão de 15% no ano passado, deverá crescer 11% em 2012.

O diretor de operações da Lego no Brasil, Robério Esteves, diz que os artigos eletrônicos não têm afetado a venda dos clássicos brinquedos de montar, segmento no qual a empresa é líder mundial, mas que a reinvenção constante é necessária. "Renovamos 94% da nossa linha de produtos em relação a 2011.", um dos lançamentos deste ano é o Fego Friends, voltado para meninas. "foram quatro anos de pesquisa, desenvolvimento até essa linha ficar pronta", conta. "Ela representa as meninas de hoje, não mais aquelas que apenas brincavam de casinha."

Segundo Esteves, as vendas da lego têm sido positivas, tanto no Brasil quanto no exterior. So ano passado, a empresa teve faturamento global de US$ 3,5 bilhões. em 2010, a receita havia sido de US$ 2,9 bilhões. No Brasil, a empresa teve crescimento anual médio de 25% nos últimos sete anos. em 2012, o índice deve ficar em torno de 20%.

Já na Estrela, o crescimento previsto é de 10% a 15%, ante 8% do ano passado. Aires Fernandes observa que as crianças de hoje são bombardeadas por diversas mídias, detendo muita informação. "não é qualquer brinquedo simples que vai chamar a atenção delas."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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